ExitLag lança linha de roupas streetwear para gamers

ExitLag lança linha de roupas streetwear para gamers

Conhecida globalmente por sua tecnologia de otimização de conexão para gamers, a ExitLag anunciou sua entrada no mercado de moda com o lançamento de uma linha de roupas streetwear. A coleção reúne conforto e estilo, com peças desenvolvidas para atender a diferentes perfis de público gamer, incluindo opções em tamanhos plus size.

Para marcar este momento histórico da empresa, a ExitLag realizará uma festa de lançamento que contará com um desfile das peças desta primeira coleção organizado pelo fashionista Cacá Di Guglielmo. Com mais de 30 anos de jornada profissional, Di Guglielmo participou de diversas edições da São Paulo Fashion Week, além de ter construído uma carreira de styling no meio musical e cinematográfico.

O evento também contará com um show do DJ Zegon, um dos principais nomes da música eletrônica e hip-hop no Brasil, reconhecido por sua versatilidade e colaborações internacionais. Ele iniciou sua carreira nos anos 1990 como DJ da banda Planet Hemp, um dos grupos de hip-hop mais influentes do país naquela década.

linha de roupas streetwear para gamers
Fonte/Reprodução: Exitlag

A coleção foi criada para vestir em todas as ocasiões, seja nos momentos de jogar, de se divertir ou de relaxar. A proposta é mesclar tecnologia, estilo e conforto em toda as peças, que são confeccionadas com tecidos de alta qualidade e design que combinam a praticidade e identidade visual da ExitLag.

“Trouxemos a tecnologia, junto com conforto e estilo para criar uma marca feita de gamers para gamers. É para quem vive o jogo dentro e fora das telas. Nossa marca esta sendo lançada não só pra vestir, mas pra conectar as pessoas por meio de uma única identidade: a gamer”, comentou Raphael Ferreira, COO da ExitLag e responsável pela nova frente de negócio.

Para marcar o primeiro drop da marca, grandes influenciadores do universo dos games foram convidados para a campanha de lançamento, incluindo a eleita melhor jogadora de Valorant Inclusivo em 2023, bstrdd. Blackoutz, influenciador de Fortnite com mais de 1 milhão de seguidores, MachadinhoBR, influenciador Under 30, além de outros.

De acordo com Lucas Stolze, CEO da ExitLag, a iniciativa faz parte da estratégia de expansão da marca para além do ambiente digital. O objetivo é que a empresa construa um senso de comunidade para o seu público, que nasce no online, mas cria vínculos para o offline.

“A ExitLag nasceu para, literalmente, melhorar a conexão entre as pessoas. Agora, estamos em um momento de ampliar este conceito e levar sua para o dia a dia do público. Com isso em mente, a nossa linha de streetwear irá atender toda uma comunidade e mesclar ainda mais estilo de vida e tecnologia em um só conceito”, afirmou Stolze.

O lançamento oficial da linha de roupas ExitLag acontecerá no dia 29 de maio, com os produtos disponíveis para compra no site oficial da sua loja digital. O público pode se inscrever na ExitLag Store para se tornar cliente VIP e ter acesso antecipado aos produtos, bem como descontos especiais e promoções exclusivas. Os assinantes do serviço ExitLag PRO PASS também possuem as mesmas vantagens que o cliente VIP da loja da marca.

RPG Francês Clair Obscur Expedition 33 alcança 3 3 milhões de cópias vendidas em 33 dias

RPG Francês Clair Obscur: Expedition 33 alcança 3,3 milhões de cópias vendidas em 33 dias

O RPG francês Clair Obscur: Expedition 33, desenvolvido pela Sandfall Interactive, atingiu a marca de 3,3 milhões de cópias vendidas em 33 dias desde seu lançamento em 24 de abril de 2025. Este feito notável destaca o jogo como um forte candidato ao prêmio de Jogo do Ano.

RPG francês conquista marco impressionante e reforça candidatura ao prêmio de Jogo do Ano

Desde o lançamento do RPG Francês, Clair Obscur: Expedition 33 tem recebido elogios tanto da crítica quanto dos jogadores. O jogo combina uma direção de arte inspirada na Belle Époque com um sistema de combate inovador que reimagina o gênero de RPG por turnos. Esses elementos permitiram que o título se destacasse em um mercado saturado de grandes lançamentos.

RPG francês conquista marco impressionante e reforça candidatura ao prêmio de Jogo do Ano
Fonte/Reprodução: Sandfall Interactive

O sucesso comercial do jogo é ainda mais impressionante considerando que é o título de estreia do estúdio Sandfall Interactive. Além disso, o jogo foi disponibilizado no Xbox Game Pass desde o primeiro dia, ampliando seu alcance e popularidade.

Quais outras marcas Clair Expedition alcançou?

A trilha sonora de Clair Obscur: Expedition 33, composta por Lorien Testard, também alcançou sucesso significativo, chegando ao topo das paradas de Música Clássica e Crossover Clássico da Billboard na primeira semana de maio de 2025.

O presidente francês Emmanuel Macron parabenizou a equipe da Sandfall Interactive pelo sucesso do jogo, destacando-o como “um exemplo brilhante da audácia e criatividade francesas”.

Com a contínua ascensão de Clair Obscur: Expedition 33, a expectativa é que o jogo mantenha seu impulso nas vendas e na recepção crítica, consolidando-se como um dos principais títulos de 2025 e um forte concorrente ao prêmio de Jogo do Ano.

Metroidvania

Metroidvania — O que é, como surgiu e por que esse gênero conquista tantos gamers?

O termo metroidvania é a junção do nome Metroid com Castlevania, que se popularizou por meio de fóruns nos anos 2000. Esse gênero é um dos mais famosos até hoje, por conta de sua falta de linearidade, amplos mapas, diversos desafios, trilha sonora sensacional e as possibilidades de upgrades que contribuem para chamar atenção de diversos jogadores.

No entanto, o que pode realmente ter conquistado os players é o fato de não ser necessário seguir um único caminho durante o jogo. A liberdade de exploração é extremamente interessante e um forte ponto positivo, pois auxilia a tornar a narrativa mais atrativa, mesmo com as inúmeras quantidades de desafios que surgem nos mapas.

O que é Metroidvania?

Metroidvania é um gênero de jogo de ação-aventura que funciona por meio da interconexão de mapas grandes, e possui sidescrolling (rolagem lateral em tradução literal) em plataformas. O termo, em si, originou-se da união entre a franquia Metroid e Castlevania, pois ambos os games possuem as mesmas características em questões de jogabilidade e mecânica, como exploração de diversos lugares e descobertas de áreas secretas.

Para prosseguirmos pelos mapas, precisamos coletar itens, melhorarmos as nossas habilidades e enfrentarmos chefes mais fortes no decorrer da partida. Se objetos importantes ficarem para trás, podemos retornar posteriormente para os incluir em nossa “mochila” e verificarmos se todas as áreas foram concluídas ou não.

A depender do estilo de metroidvania, os mapas apresentam uma porcentagem que indicam o quão perto o jogador está de os concluir. Como cada região é interconectada, fica mais prático de voltarmos a qualquer momento, sobretudo por desbloquearmos poderes novos, que nos ajudam a prosseguir por locais que antes eram desafiadores de ultrapassar.

O backtracking, ou o retrocesso, refere-se especificamente ao fato de precisarmos voltar para um lugar que visitamos para abrirmos áreas novas ou coletar itens, como acontece em Super Metroid. Este jogo, inclusive, nos faz retornar para os mesmos locais, seja por conta de bombas que são alcançáveis agora ou porque existem armas novas que vão ajudar no progresso da história.

Como todo bom metroidvania, a trilha sonora é muito bem trabalhada e possui melodias para cada um dos mapas. Dificilmente, você vai escutar a mesma música enquanto joga; o que gera mais imersividade e faz a história se tornar ainda mais emocionante, exatamente como acontece em Castlevania: Symphony of the Night.

Origem do termo Metroidvania e evolução histórica

A palavra metroidvania teve o seu início com Metroid (1986 – 1994) e Castlevania: Symphony of the Night (1997), ambos os games redefiniram o gênero de ação e aventura. Isto porque a dupla conta com mapa amplo e com grande potencial de exploração, diversos upgrades, narrativa ambiental, segredos, pontos cegos que podem ser desbloqueados e backtracking.

O termo metroidvania apareceu no começo dos anos 2000, por meio de fóruns online, onde os usuários definiam os games que tinham esses elementos de exploração, progressão de mapa e conquista de novas habilidades e o nomearam ao selecionar dois dos games que seguem essa pegada. Castlevania e Metroid foram os responsáveis por redefinirem os estilos mais tradicionais de gameplay e nos proporcionar uma jogabilidade única.

Estúdios independentes começaram a adotar o estilo de metroidvania já nos anos de 2010, quando desenvolveram games incríveis, com boa narrativa, adição de uma história misteriosa e itens que ajudam a entender melhor a proposta do enredo. Um bom exemplo que reúne essas características é Axiom Verge, que possui uma mecânica bem parecida com Metroid, mas com implementação dos 8 bits na partida para gerar maior nostalgia nos players antigos.

Jogos de metroidvania são amplamente adorados por conta do nível de exploração sem linearidade, a possibilidade de avançar e voltar a qualquer momento, o desbloqueio de diversas habilidades e inúmeras áreas presentes pelo mapa. Não permanecemos presos em um mesmo caminho, já que podemos definir exatamente por qual rota seguir, o que faz a partida ficar ainda mais agradável e interessante.

Além disso, alguns metroidvanias, como o Super Metroid, nos propõe um desafio interessante que é o de completar o jogo em até X horas e coletar Y itens para ver uma animação da Samus no final. Conforme for o seu progresso no game, a protagonista pode aparecer apenas sem o capacete ou sem todo o seu equipamento de combate.

Características de um jogo Metroidvania

Entre as características do metroidvania, estão a exploração interconectada, a progressão que se baseia por meio da conquista de habilidades e o combate desafiador. Conforme passamos pelos mapas, os chefes ficam muito mais fortes e possuem padrões diferentes, o que nos exige muita atenção para evitar os golpes e conseguirmos vencer sem perder muito HP.

Exploração interconectada

Para realizar uma exploração completa, os mapas são amplos e repletos de múltiplos caminhos, uns com portas bloqueadas e outros que podem ser facilmente acessados. A nossa obrigação enquanto jogadores é a de atravessarmos os pontos permitidos e voltarmos às áreas difíceis de chegar; mas, agora, com o uso de novos poderes ou armas que podem abrir caminho.

Mapa de um Metroidvania
Mapa de um Metroidvania

É normal o jogador ficar confuso sobre o motivo pelo qual não consegue atravessar determinado cenário e isso acontece, especificamente, porque o jogo não te deixa passar para a nova área sem um item específico. Somente com uma boa exploração e análise de itens que ficaram para trás é que se pode abrir portas bloqueadas, da mesma maneira que acontece em Super Metroid e outros títulos da franquia.

Progressão baseada em habilidades

A progressão se baseia na destreza e observação do jogador, juntamente de habilidades desbloqueadas gradualmente. Tenha de exemplo o dash, salto duplo, os ataques de longo alcance, chaves, super bombas, raios congelantes ou trajes especiais que são mais resistentes em biomas específicos, como lava ou água.

Combate e plataformas desafiadores

Os inimigos não possuem as mesmas características de combate. Na verdade, eles são únicos e muito desafiadores, independentemente de ser o primeiro ou o último chefe. Para os derrotar, é preciso de muita paciência, cuidado e atenção para prever os ataques, usar os golpes corretos e controlar a quantidade de tiros (dependendo do jogo) para não ficar sem armamento.

Bosses marcantes, como o Ridley de Super Metroid, é um antagonista poderoso e chefe da Lower Norfair. Enfrentar um dragão não é uma tarefa tão simples quanto parece, ainda mais se ele possui uma cauda capaz de aplicar muito dano na personagem, que é exatamente o que nos acontece durante a luta – veja:

image
image

Em Symphony of the Night, a luta mais memorável e adorada pelos fãs é de Alucard contra o seu pai, Drácula. O embate não é um dos mais fáceis, principalmente porque o vampirão pode se transformar em um monstro assustador e muito mais poderoso que no estágio inicial. Então, precisamos de muita calma para o derrotar e não cairmos em sono profundo eternamente.

Elementos narrativos sutis

O metroidvania possui histórias que não têm nenhum tipo de texto constante e as informações podem aparecer de vez em quando, conforme um item é encontrado. Em Super Metroid, por exemplo, temos apenas o diário de bordo de Samus e nada mais do que isso em todo o game. Isso nos faz interpretar as ações dela, como a necessidade de encontrar o bebê Metroid sequestrado e derrotar todos os inimigos que ver pela frente.

Nos jogos mais atuais, o uso de diálogos permanece quase nulo, exceto quando interações entre os personagens acontecem. Em determinadas situações, é mais comum vermos trechos da história descritos em notas perdidas por todo o mapa; o que faz o jogador decidir se quer ou não coletar os itens para saber melhor sobre a narrativa. 

Toda a atmosfera é densa, repleta de monstros perigosos prontos para nos causar dano, enquanto precisamos coletar pistas que se espalham por todo o cenário. No jogo Axiom Verge, somente entendemos quem é o nosso inimigo se pegarmos páginas espalhadas por cada canto. Mesmo assim, ainda podemos ficar com dúvidas a respeito do real vilão da história.

A influência dos Metroidvanias nos jogos modernos

Metroidvanias influenciaram muito os jogos mais atuais, como os AAA (de grande orçamento) e os indies que possuem características voltadas para a exploração e inserção de enigmas pelos mapas. Os jogos recentes possuem uma exploração do tipo não linear; o que significa que se pode explorar diferentes caminhos, procurar itens e desbloquear habilidades. 

Estúdios, como a Motion Twin, Moon Studios e Team Cherry, desenvolveram games únicos, com narrativas excepcionais, trilhas sonoras marcantes e desafios à altura. A imersividade proporcionada pelos jogos é capaz de encantar diferentes perfis de jogadores, desde os menos até os mais exigentes e que querem uma narrativa completa, alto nível de dificuldade e músicas fantásticas para escutar enquanto jogam.

Para inovarem, os estúdios trabalharam também com os principais elementos do RPG, roguelike e soulslike, o que faz dos games atuais mais desafiadores. Os monstros ficaram mais fortes, os chefes muito mais rápidos e o nível de perigo aumenta progressivamente, conforme exploramos os mapas e adquirimos novos itens para equipar o nosso protagonista.

Melhores jogos Metroidvania de todos os tempos

De todos os tempos, os melhores jogos de metroidvania contam com títulos como Symphony of the Night, Hollow Knight e Ori and the Blind Forest. A narrativa dos games é atraente, as músicas memoráveis, os níveis de dificuldade sensacionais e os protagonistas possuem um forte carisma, mesmo que raramente interajam na história.

Super Metroid

Lançado pela Nintendo em 1994 para SNES, Super Metroid é um dos maiores clássicos da geração por reinventar a maneira com a qual os jogos eram narrados. A linearidade e os mesmos padrões vistos em títulos, como Mario Bros, foram substituídos por um mapa amplo e com diversas interconexões, inúmeros inimigos, upgrades e uma narrativa silenciosa. Conheça os principais chefes:

Metroidvania Super Metroid
Fonte/Reprodução: Nintendo

Samus Aran é a nossa protagonista, que precisa combater os Space Pirates e recuperar a larva de bebê Metroid roubada por Ridley – um dos antagonistas. O objetivo dos Piratas Espaciais é o de fazer dessa pequena criatura, uma arma biológica, para, dessa forma, dominarem o universo e Mother Brain controlar tudo à sua maneira.

Claramente, a nossa heroína não concorda com esse tipo de ideia e faz até o impossível para encontrar a larva. Próximos de concluirmos o jogo, chegamos no mapa final, Tourian, onde reside a nossa principal inimiga, e é ali que vemos parte dos experimentos feitos com o bebê – existem outros metroids mais agressivos e resistentes no começo do mapa.

Ao nos aproximarmos mais de onde está a sala do chefe final, vemos que os monstros da área se tornaram poeira. No momento em que nos movemos para frente, uma criatura enorme surge e começa a pegar energia de um inimigo e, depois, faz o mesmo com Samus. No entanto, por alguma razão, ele para antes de matá-la e vai embora – este é o Super Metroid ou o bebê resgatado pela protagonista no jogo anterior.

Castlevania: Symphony of the Night

De 1997, lançado para PS1, Castlevania: Symphony of the Night revolucionou o mundo dos jogos por meio das aventuras vivenciadas pelo protagonista, Alucard. Este é filho do Conde Drácula, e a sua principal missão é a de parar de uma vez por todas com o plano maligno de seu pai: o de eliminar a humanidade.

Para Alucard chegar até o seu pai, precisa enfrentar inimigos poderosos, como Belzebu, Cérbero, a Morte, o Doppelganger, Trevor e Sypha falsos, e ainda atravessar os mundos por meio de itens para chegar a outras partes do mapa. Caso consigamos todos os objetos necessários para ultrapassar essas áreas, chegaremos até o Drácula, onde o enfrentaremos em suas 3 formas – uma mais difícil que a outra.

Não se engane em acreditar que é só derrotar o vampirão e o jogo acaba, na verdade, existem outros finais que podem ser desde os bons até os ruins. Ou seja, a conclusão boa ocorre se destruirmos o orbe mágico usado para controlar Richter e o libertarmos do controle sofrido lá no começo do game. Caso contrário, pegamos um desfecho indesejado.

Hollow Knight

O Cavaleiro que protagoniza Hollow Knight vai para Dirtmouth, uma cidade pacífica localizada bem acima de Hallownest, ruínas que começam a ser exploradas pelo protagonista. Durante a aventura, ele descobre que o local, um dia, foi um lar próspero dos insetos, mas que, devido à infecção, se destruiu. 

A respeito da doença “infecção”, esta pode contaminar qualquer indivíduo, controlando não apenas a sua vontade, mas os sonhos também. Por mais que essa doença forneça uma força incrível, ela quer em troca a pacificidade e também a civilidade das pessoas, o que as fazem ficar como se fossem mortas-vivas.

Quando o Cavaleiro chega, tem em mente que o seu objetivo é o de achar e eliminar 3 insetos sonhadores, pois são eles os responsáveis por manter os selos vivos no Templo do Ovo Negro. Se essas proteções forem removidas, o protagonista consegue lidar diretamente com a causa da infecção, mas os seus pensamentos podem conflitar por conta do guerreiro Hornet, que realiza diversos testes com ele em inúmeras batalhas.

Salt and Sanctuary

Em Salt and Sanctuary, o nosso personagem está em um navio que leva a princesa de um país desconhecido até o reino local para se casar com o rei, com a única intenção de evitar que aconteça uma guerra. Inesperadamente, saqueadores começam a eliminar todos os tripulantes e se formos ao convés, seremos atacados pelo Kraekan.

Quando saímos do navio, recebemos a missão de encontrarmos a princesa que se perdeu. Conforme prosseguimos pelo mapa, coletamos sal para fortalecer o protagonista que é um humano do tipo saltborn, que precisa dessa substância para também sobreviver – se formos derrotados, iremos para a Ilha do Sal.

Ori and the Blind Forest / Will of the Wisps

Uma Árvore Espiritual presente na floresta Nibel conta a história de quando o personagem Ori, um poderoso espírito guardião, caiu de cima dela por causa de uma tempestade. Como era recém-nascido, logo foi encontrado e adotado por Naru, que o criou como se fosse o seu próprio filho. 

Por conta de um evento cataclísmico, a floresta murcha completamente e Naru não consegue sobreviver. Sozinho, Ori tem que explorar o lugar, mas desmaia próximo da Árvore Espiritual que o recupera até o deixar forte novamente. Ao despertar, o protagonista se depara com Sein, um orbe que o guia em toda a jornada para o ajudar a recuperar o lugar por meio do resgate de elementos para equilibrar Nibel, como a água, vento e calor.

Dead Cells

O Decapitado é o nosso personagem principal em Dead Cells, trata-se de um homúnculo que pode controlar corpos femininos ou masculinos. Ele precisa encontrar o Rei para evitar que mais problemas prejudiquem a ilha. Porém, para chegar ao Palácio Real, é preciso enfrentar diversos tipos de inimigos e passar por biomas que narram uma trama dramática e inspirada em fatos históricos.

Há muitos anos, durante 1300, a Europa viveu um momento sombrio devido à peste negra, uma doença que levou a vida de milhões de pessoas, denominada Peste Negra. Toda a inspiração de Dead Cells se baseia especificamente nessa contaminação e em algumas passagens do jogo, é normal que as cartas deixadas pelos NPCs se refiram a ela como “mal-estar”. 

Naturalmente, não contamos com nenhum tipo de narrativa longa e descobrimos como a ilha se destruiu por meio de anotações e pedaços de diários jogados por determinados pontos do mapa. O Decapitado é quem faz a leitura e muitas vezes demonstra a sua personalidade com a troca de cor de seus balões de diálogo, o que faz dele muito emotivo e até irônico.

Também não sabemos exatamente como a peste se espalhou por toda a ilha e as únicas suspeitas pertencem ao Alquimista sobre o que pode ter acontecido. O Santuário Adormecido possui uma seiva viscosa, de um tom e odor estranhos, que podem ter contaminado a água da Aldeia de Palafitas – construída sob o local sagrado -, onde viviam pescadores que capturavam peixes para comer, vender e sobreviver.

Como essa era uma região socialmente mais baixa na hierarquia, os pescadores brigavam entre si por causa da comida. Suspeitamos que a contaminação ocorreu por meio dos peixes infectados com a seiva e, posteriormente, por conta do despertar constante dos enterrados que atacavam os vivos.

Axiom Verge

Trace Eschenbrenner desmaia após uma explosão ocorrer em seu laboratório, porém, ao despertar, percebe que está em um planeta alienígena chamado Sudra ao invés da Terra. Durante a investigação pelo mundo, uma voz fala constantemente conosco, e descobrimos que pertence a Elsenova, uma imensa cabeça mecânica. 

No momento em que a energia dela é reativada, nos explica que o universo é repleto por diversos mundos que se separam por conta da Brecha. Há anos, Athetos surgiu em Sudra e limpou o planeta por meio de um patógeno, e os únicos que conseguiram escapar, foram apenas os Rusalki.

A história começa a se revelar conforme avançamos pelo mapa, coletamos partes de um diário e lemos as informações. Em determinado ponto da história, encontramos Ophelia, que diz a Trace que ele é um clone mais jovem de Athetos. Porém, saber dessa informação repentinamente o deixa nervoso e desconfiado dos Rusalkis, mas ele não desiste de descobrir toda a verdade por trás da destruição do planeta.

Sugerimos ter paciência ao jogar Axiom Verge, pois os inimigos são muito mais fortes mesmo no começo e pioram no decorrer da narrativa. A procura por itens pode ajudar Trace a ficar mais rápido e forte. Ainda assim, você precisará memorizar ou decorar os padrões dos chefes para os vencer com menos dificuldades.

Axiom Verge 2

Indra é a nossa protagonista que sai de sua terra natal em busca de sua filha na Antártica, mas é misteriosamente levada para uma realidade diferente. A partir disso, ela precisa investigar o lugar, coletar itens e se fortalecer porque precisará lidar com criaturas completamente poderosas e que estão prontas para a impedir de prosseguir pelo mapa. 

Axiom Verge 2 tinha tudo para realmente dar certo, já que tem as mecânicas parecidas com o seu antecessor, porém a história não vingou. O fato de os monstros terem uma força desbalanceada é intimidador e quase nos faz perder o desejo de continuar no game e apenas permanecemos pelo desejo de sabermos o que vai acontecer com a protagonista.

Toda a história leva tempo para se desenvolver, e podemos até dizer que é muito mais enrolada que a do primeiro. Por mais que as músicas e os cenários sejam impecáveis, a narrativa não conseguiu nos entreter o suficiente – mesmo que tenhamos concluído o jogo -, e o final é tão estranho que não causou a vontade de jogarmos uma segunda vez.

Blasphemous

A Irmandade da Tristeza é uma ordem religiosa completamente contra a autoridade imposta por Sua Santidade Escribar, pois todos os membros foram eliminados. O único que conseguiu sobreviver é o Penitente, que, por conta de um milagre, é ressuscitado. Com o corpo inteiro novamente, ele inicia a aventura em um dos melhores metroidvanias já feitos, tanto por causa da dificuldade quanto pela incrível história.

No meio do caminho, pouco tempo após vencer o Guardião da Tristeza Silenciosa, o Penitente se depara com Deogracias. Ele explica a respeito da relíquia “Berço da Aflição” e menciona as 3 Humilhações que precisam ser feitas para conseguir encontrar o objeto. 

A nossa viagem é feita em diferentes pontos do mapa de Cvstodia, como a cidade destruída de Albero, as colinas Onde as Oliveiras Murcham e também a Cisterna Profanada, uma área subterrânea. O Penitente, ao cumprir com as Três Humilhações, obtém a Contrição, Compunção e as Feridas Sagradas do Atrito para poder enfrentar Esdras que fazia parte da Legião Ungida. 

Um novo acesso é liberado no mapa, onde o protagonista pode prosseguir para a Mãe das Mães, uma catedral em que estão o Berço da Aflição e o Escribar. Para o jogo ser concluído, é preciso ter atenção quanto às ações no game, porque vão te levar ao término padrão ou a uma realidade diferente, em que o personagem principal alcança o trono e se torna adorado pelas pessoas de Cvstodia.

Ender Lilies: Quietus of the Knights

O reino Land’s End foi completamente destruído por causa da Praga, que também transformou os moradores em Malditos. A protagonista, Lily, é a única de sua descendência de Sacerdotisas Brancas que conseguiu sobreviver, e que tem o poder de purificar todo e qualquer espírito corrompido.

Para acompanhá-la nessa jornada, o Cavaleiro Umbral a acolhe e une o seu espírito para protegê-la. Ele é quem ajuda Lily a passar pelo Reino do Flagelo para resgatar memórias, encontrar o caminho para poder curar a Praga e salvar os Guardiões corrompidos. Durante a aventura, a garota aprende mais sobre todo o passado de Land’s End e os seus respectivos fundadores, por meio de anotações no mapa.

Bloodstained: Ritual of the Night

Bloodstained: Ritual of the Night é um dos jogos de metroidvania mais famosos devido à sua similaridade com Castlevania. A história ocorre na Inglaterra, durante o século XVIII – época da Revolução Industrial – onde se encontra a Guilda dos Alquimistas, que tinha medo de perder a influência que possuía sob seus poderosos patronos.

O método escolhido para não ficarem esquecidos, foi o de invocar poderosos demônios e desenvolver os Shardbinders, humanos que se fundem ao poder de cristais repletos de energia demoníaca. No entanto, ao usar essas pessoas para trazer os demônios do inferno, destruíram completamente a Guilda e a maior parte dessas criaturas partiu para a Inglaterra – por sorte, a Igreja conseguiu bani-los.

Somente dois Shardbinders sobreviveram, como Gebel e Miriam, a nossa protagonista, que entra em um sono profundo de 10 anos. Ao despertar, ela descobre que o seu antigo amigo trouxe diversos demônios para acabarem com a Inglaterra a fim de se vingar dos alquimistas, por toda a dor que causaram. 

Momodora: Reverie Under the Moonlight

Momodora: Reverie Under the Moonlight é esteticamente bonito, possui uma melodia incrível e uma história sensacional. A protagonista se chama Kaho, uma sacerdotisa que vai até o reino de Karst a fim de impedir que uma maldição destrua completamente a sua vila. Para isso, precisa enfrentar a Rainha – fonte de todo o problema.

Claro que a nossa aventura não seria simples, pois temos que lidar com diversos chefes poderosos e que estão dispostos a nos impedir de qualquer maneira. No final, a personagem principal se sacrifica ao atrair toda a maldição para o seu corpo e consegue salvar a terra.

Diversos jogadores não gostaram tanto do final, já que Kaho opta por morrer ao invés de tentar sobreviver. É muito difícil vermos personagens se sacrificarem no final da história em prol de um bem maior e isto apenas nos mostra o quão empática e destemida era a sacerdotisa por não ter pensado somente em si, mas nas outras pessoas indefesas e que não faziam ideia da maldição.

O jogo Momodora é fantástico, com narrativa simples e mecânicas agradáveis e práticas, que permitem ao jogador explorar todo o mapa com facilidade. Os inimigos ficam mais fortes conforme ocorre o avanço pelos lugares, até a protagonista chegar ao encontro da Rainha Amaldiçoada.

Menções honrosas e novidades

Há jogos que merecem ser citados por causa da narrativa, dificuldade, características dos protagonistas, trilha sonora e história, como Dark Devotion, The Last Faith e 9 Years of Shadows. Outros títulos, embora pouco conhecidos, são tão influentes e apaixonantes quanto os mais populares. Confira:

  • Celeste;
  • Katana Zero;
  • Minoria;
  • Skul: The Hero Slayer;
  • Sundered;
  • Touhou Luna Nights;
  • Guacamelee;
  • Dandara;
  • Nine Sols;
  • Blasphemous 2;
  • Crypt Custodian;
  • Ender Magnolia;
  • Tunic;
  • Rain World;
  • Future Fragments;
  • Unbound: Worlds Apart.

Sugerimos que tire um momento para jogar Touhou Luna Nights, que é um game com uma protagonista vestida de maid, que atira facas e para o tempo. Ela é uma forte referência ao Dio Brando de Jojo’s Bizarre Adventure parte 3, e até mesmo se movimenta como o antagonista do anime – o que é muito legal e engraçado também.

Para 2025, é esperado que o metroidvania Moadra seja lançado para Steam e consoles – sem data prevista. O game possui uma versão demo disponível para ser baixada por qualquer jogador interessado em analisar os gráficos, a trilha sonora e conhecer brevemente um pouco da história proposta.

Como saber se um jogo é um Metroidvania?

Um metroidvania tem interconexão de mapas, exploração com combate e história narrada por meio de fragmentos ou artes. Nem todos os jogos vão mostrar o personagem em inúmeros diálogos, já que o foco principal é o de avançar, eliminar inimigos, derrotar os chefes e obter upgrades. Entenda o que é considerado desse gênero:

  • Mapa interconectado;
  • Habilidades desbloqueáveis que abrem áreas;
  • Exploração + combate + plataforma;
  • História contada visualmente ou por fragmentos;
  • Dificuldade maior, conforme ocorre o progresso no mapa;
  • Trilha sonora impecável e que varia em cada mapa;
  • Incentivo ao retorno a áreas antigas.

Jogos que incentivam o jogador a voltar a determinadas áreas, são exemplos de metroidvania. Para jogar um game desse gênero, sugerimos que comece pelos mais clássicos, como Symphony of the Night e Super Metroid, para observar as mecânicas e também pegar as referências nos games atuais com mais facilidade.

Não existem jogos desse gênero que sejam lineares, primeiro porque não faz sentido e vai contra as características originais. Sem a possibilidade de exploração livre, dificilmente conseguiremos aproveitar ao máximo a história, concorda? Portanto, no momento de escolher o seu game, verifique também esse aspecto para não desperdiçar tempo com um título que não é o que diz ser.

A ascensão dos Metroidvanias indie

O jogo indie de metroidvania é popular porque os desenvolvedores conseguem elaborar um game sem ter custos muito altos e podem trabalhar com mais criatividade. Por exemplo, Thomas Happ é o responsável não apenas por todo o cenário e história de Axiom Verge, mas pela ambientação e trilha sonora também – ele criou o conteúdo sozinho.

A comunidade é muito ampla e repleta de fãs apaixonados, que procuram títulos diferentes para se aventurarem continuamente. São fiéis, engajados e contribuem para indicação de jogos com uma temática parecida que pode agradar outros jogadores que queiram adentrar cada vez mais no mundo do metroidvania. 

Não devemos esquecer que os jogos desse gênero possuem um alto fator de rejogabilidade, o que significa que podemos voltar o mapa inteiro, pegar novos itens, desbloquear áreas escondidas e fortalecer o nosso personagem. Por mais que tenhamos saves em X locais, conseguimos usar teletransportes ou atalhos para chegarmos onde queremos – o que, por si só, já é atraente o suficiente.

Games indies são bem trabalhados, têm detalhes atraentes e fornecem uma história única e especial. Mesmo os jogos com orçamentos menores merecem a devida atenção, pois possuem referências aos títulos mais antigos, seja por conta de detalhes no cenário ou pelo estilo de movimentação do personagem.

Futuros lançamentos Metroidvania para ficar de olho

É importante ficar atento quanto aos principais lançamentos de metroidvania, como Silksong, The Last Night e Crowsworn. Em conjunto com esses, tem também Moadra que possui características que lembram muito o Predador (Alien vs. Predador) e tem um bom potencial de ascensão.

Silksong (Team Cherry)

Como protagonista de Hollow Knight na DLC de Silksong (sem data de lançamento), teremos a Hornet, uma princesa que protege Hallownest. Poderemos nos aventurar por um belíssimo mapa repleto de muita música e seda, onde vivem inimigos poderosos e também um grande mistério que promete manter os jogadores focados na partida até o fim. 

The Last Night

As pessoas se definem unicamente pelo que consomem e não pelo que fazem ou criam, o que significa que a humanidade foi deixada de lado em The Last Night por causa do fortalecimento das máquinas. O protagonista, Charlie, é desmotivado devido a um acidente ocorrido em sua infância e acredita que a sua vida não tem o menor sentido, até receber um presente para ter controle de sua existência.

Crowsworn

Fearanndal, um dia foi um incrível e próspero reino, mas atualmente, não possui rastros de sua beleza e tudo o que resta são ruínas e muita destruição. O lugar é dominado fortemente pelo pesadelo e as criaturas amaldiçoadas fazem o cenário ficar horripilante e a aventura do protagonista ainda mais difícil.

O que nos chama atenção nessas características de Crowsworn é em relação às roupas usadas pelo protagonista, que remetem à peste negra – referência para Dead Cells? Além desse aspecto interessante, é descrito que existem mais de 30 chefes únicos, 120 inimigos fortes, trilha sonora com composição de J.J Ipsen e uma animação incrível que segue o estilo tradicional em 2D e é feita à mão!

Dicas para Iniciantes em Metroidvania

Por Onde Começar:

  1. Super Metroid (SNES) – Para entender as origens
  2. Hollow Knight – Experiência moderna completa
  3. Ori and the Blind Forest – Visual impressionante
  4. Guacamelee – Humor e mecânicas únicas

Estratégias Essenciais:

  • Explore tudo – segredos estão em todos os cantos
  • Anote áreas bloqueadas para retornar depois
  • Não se precipite com chefes – observe padrões
  • Colete todos os upgrades disponíveis

Por que Metroidvania é mais que um gênero, é uma filosofia de game design

Metroidvania é o verdadeiro equilíbrio de desafio, liberdade e recompensa por nossas ações, e proporciona o sentimento de redescoberta por encontrarmos diversos pontos cegos no mapa. Conseguimos permanecer focados na história por longas horas, o que é muito difícil de acontecer quando o jogo segue uma linearidade repetitiva ou não possui um enredo envolvente.

Para ter uma jogabilidade refinada, esse é o gênero de jogo que deve fazer parte da sua rotina. Recomendamos que avalie os principais games de metroidvania disponíveis no Steam ou na loja do seu console favorito, pois existem títulos incríveis, com ótima imersividade e que merecem ser conhecidos pela qualidade que possuem.

Fique por dentro das novidades do mundo dos games ao acompanhar o JogosZ, que apresenta conteúdos sobre curiosidades, notícias, sugestões, dicas e recomendações constantemente. Siga-nos também em nosso canal do YouTube e se surpreenda com informações incríveis sobre os seus jogos favoritos!

DLC segunda temporada de Tekken 8 anuncia Fahkumram e Armor King

DLC segunda temporada de Tekken 8 anuncia Fahkumram e Armor King

A Bandai Namco anunciou que Fahkumram e Armor King serão personagens presentes na DLC da segunda temporada de Tekken 8. O primeiro está programado para chegar em 10 de julho de 2025, e as revelações ocorreram durante o torneio Combo Breaker 2025, surpreendendo a comunidade de jogadores.

Lutadores clássicos retornam ao torneio na DLC segunda temporada , ampliando o elenco de Tekken 8

Fahkumram, o lutador tailandês de muay thai que estreou na terceira temporada de Tekken 7, retorna com chutes rápidos e poderosos, mantendo seu estilo de jogo agressivo. O trailer de gameplay destaca sua adaptação às novas mecânicas do sistema de heat, permitindo atordoar adversários com golpes carregados e abrir oportunidades para combos.

Armor King, conhecido por sua rivalidade com Craig Marduk, foi revelado nos momentos finais do trailer de Fahkumram. Embora detalhes sobre seu estilo de jogo e motivações no novo torneio ainda não tenham sido divulgados, espera-se que ele mantenha sua abordagem de wrestling característica.

Quais personagens a segunda temporada de Tekken 8 já trouxe?

A segunda temporada de Tekken 8, iniciada em 3 de abril de 2025, já trouxe Anna Williams como personagem jogável. Com a adição de Fahkumram e Armor King, o elenco continua a se expandir, atendendo aos pedidos da comunidade por personagens clássicos.

Lutadores clássicos retornam ao torneio na DLC segunda temporada ampliando o elenco de Tekken 8
Fonte/Reprodução: BANDAI NAMCO

A Bandai Namco mantém em segredo a identidade do quarto e último personagem da temporada, referindo-se a ele apenas como um “novo desafiante”, sugerindo a possível introdução de um lutador inédito na franquia.

Com essas adições na DLC segunda temporada, Tekken 8 reforça seu compromisso em oferecer uma experiência diversificada e emocionante para os fãs de jogos de luta.

Elden Ring aumento de preço Game tem valor alterado no Brasil

Elden Ring aumento de preço: Game tem valor alterado no Brasil

A Bandai Namco Entertainment trouxe tanto o Elden Ring aumento de preço na sua versão base como também na sua expansão “Shadow of the Erdtree” no Brasil. O jogo base passou de R$ 229,90 para R$ 274,50, enquanto a expansão subiu de R$ 154,90 para R$ 182,90.

Ocorre Elden Ring aumento de preço tanto no jogo base como na expansão “Shadow of the Erdtree”

Esses reajustes em Elden Ring aumento de preço afetam tanto o jogo principal quanto a expansão, impactando jogadores que ainda não haviam adquirido os conteúdos.

Ocorre Elden Ring aumento de preço tanto no jogo base como na expansão Shadow of the Erdtree
Fonte/Reprodução: FromSoftware

Anteriormente, em junho de 2024, a expansão “Shadow of the Erdtree” já havia sofrido um aumento de preço nos consoles PlayStation e Xbox, passando de R$ 199,50 para R$ 214,90. Na época, a Bandai Namco também não comentou sobre os motivos do reajuste.

A Bandai Namco justificou o aumento de preço?

A Bandai Namco não forneceu explicações oficiais para os aumentos. Especula-se que fatores como flutuações cambiais e políticas regionais de precificação possam ter influenciado essas decisões.

Além disso, o mercado brasileiro de jogos tem enfrentado aumentos significativos nos preços. Alguns títulos, incluindo edições especiais de “Elden Ring”, podem custar até R$ 534,90, representando quase metade do salário mínimo federal de R$ 1.518.

Esses aumentos podem impactar a acessibilidade dos jogos para o público brasileiro. Jogadores podem buscar alternativas, como promoções e assinaturas de serviços de jogos, para contornar os altos preços.

Dead Cells

Dead Cells: História e inspiração na peste negra em um roguelike 

Dead Cells é um roguelike com plena inspiração na época da peste negra, que ocorreu entre os anos de 1347 a 1351. É, até hoje, considerado um momento sombrio vivido pela Europa. Para narrar os fatos à sua maneira, nada melhor do que um excelente jogo que consegue representar perfeitamente os rastros de destruição deixados pela doença e o medo da população pelo desconhecido.

A peste negra foi uma epidemia que causou a morte de 1/3 da população que vivia na Europa. Essa doença era transmitida por meio do contato com ratos, pulgas e pessoas contaminadas, sendo suficiente para ter causado uma forte crise social, demográfica e também econômica durante a Idade Média.

Médicos da Peste
Ilustração: Médicos da Peste

A atmosfera sombria e opressora da peste negra serve como um pano de fundo visceral para a experiência roguelike de Dead Cells. A sensação constante de perigo, a luta pela sobrevivência em meio a um cenário de decadência e a presença de criaturas grotescas ecoam o terror e a incerteza que marcaram aquele período histórico. 

Ao transpor essa inspiração para a dinâmica desafiadora e recompensadora do gênero roguelike, Dead Cells oferece não apenas entretenimento, mas também uma imersão sombria em um dos capítulos mais trágicos da história europeia, tema desta análise detalhada do JogosZ, para os entusiastas de games e história.

Um roguelike diferente: o que é Dead Cells?

Roguelike se caracteriza por um game que gera masmorras de forma aleatória, em que o personagem consegue prosseguir, coletar itens, se fortalecer, enfrentar inimigos fortes e explorar os locais. A questão é: mortes são permanentes, o que significa que, se acontecer do nosso herói perder a vida em qualquer ponto da história, teremos que recomeçar e sem nenhum objeto de poder. Entenda o que compõe esse tipo de game:

  • Morte permanente: se perdermos, o jogo volta do início. É impossível salvar o progresso;
  • Exploração: temos que explorar masmorras, lutar contra inimigos fortes e encontrar itens que podem nos ajudar durante as aventuras;
  • Características de Metroidvania: não se trata somente de um roguelike – ele é a mistura de um poderoso Metroidvania, já que nos permite retornar às áreas exploradas se for necessário. O sistema tradicional em grades não é tão popular nesse game;
  • Alto grau de dificuldade: se nunca jogou nenhum game difícil, se prepare porque Dead Cells é um dos títulos mais difíceis que existem. Requer muita paciência por conta das mortes e dos chefes poderosos;
  • Desafio gradual: conforme se avança no jogo, o nível de dificuldade e desafios começa a aumentar até atingir um pico em que ou o jogador desiste, ou perde a vida na luta;
  • Itens aleatórios: nunca saberemos quais são os itens disponíveis em cada mapa, o que faz desse um gênero interessante e desafiador;
  • Aumento de vida ou força? Eis a questão: em Dead Cells, podemos elevar o HP ou simplesmente optar pela força para conseguirmos combater os inimigos;
  • Interações com personagens: no game, podemos interagir com alguns personagens em determinadas salas. Lá conseguimos trocar as almas coletadas por itens melhores para nos prepararmos para as lutas contra os chefões;
  • Mapas proceduralmente gerados: os mapas são gerados aleatoriamente e gradualmente em Dead Cells. Podemos decidir por onde seguiremos;
  • Combate: as lutas são ágeis e podemos combinar diferentes estilos de poderes e magias.

Carinhosamente, gostamos de chamar Dead Cells de Roguevania devido às suas mecânicas e estilo de exploração semelhantes a jogos metroidvania. Durante os nossos “passeios” pela ilha, conseguimos ver de tudo um pouco, até voltarmos algumas salas a fim de pegar itens que ficaram esquecidos ou que podem ser úteis em nossa jornada. 

Por mais que o nosso personagem seja imortal, os corpos utilizados ao longo da aventura são mortais. Então, precisamos ter cuidado durante a exploração para termos a chance de encontrar itens melhores, elevar o HP do protagonista e descobrirmos o que realmente aconteceu na ilha em que o game se ambienta. 

Antecipadamente, devemos avisar que, se você nunca jogou Dead Cells antes, jogue com muita paciência e com o conhecimento de que o personagem vai morrer várias vezes. Para tentar minimizar um pouco dos efeitos negativos causados por perder as lutas, procure montar builds que façam sentido para o seu estilo de combate, teste e use novas combinações até encontrar as que te agradam.

A ambientação sombria: ecos da peste negra na estética do jogo

Como um excelente jogo de roguelike, Dead Cells possui uma narrativa centrada nos acontecimentos de uma pós-epidemia de peste negra, que assolou a Europa no século XIV. Para entender a história do game, não é necessário ser um apaixonado por história. Porém, é importante saber o que realmente contribuiu para o aparecimento e disseminação da doença, pois vai fazer a lore ficar ainda mais compreensível.

Castelos abandonados, esgotos contaminados e vilarejos em ruínas

Todos os locais da ilha estão abandonados e tudo o que restou para a nossa diversão – ou tristeza do protagonista – são criaturas mortas-vivas que carregam um forte rastro de destruição. Como sabemos, a Europa é repleta de belíssimos castelos e o roguelike faz uma forte referência a esse fator, mas com o diferencial de nos apresentar os pontos mais sujos e contaminados desses lugares, como vemos abaixo:

Quando vamos entrar em um mapa diferente, o jogo nos narra um breve trecho do que pode ter acontecido com a ilha, exatamente como acima: “A prisão despejou toda sua imundície indescritível nas galerias mais baixas, então não é de espantar que algo horrível, em algum momento, surgiu de tudo isso!”

Na referida época, era muito comum que as necessidades dos moradores do castelo, como os excrementos, fossem jogadas nos pontos inferiores para evitar sujeira interna – e não deixa de ser nojento. Dificilmente os locais mais baixos estavam isentos dos ratos, o que contribuiu diretamente para o aparecimento e o fortalecimento da Yersinia pestis, que infectou as pulgas e transmitiu a doença aos roedores por picadas.

Durante a história, não temos nenhum tipo de trecho que mostre diretamente o caos que ficou na ilha enquanto a peste negra se consolidava. Tudo o que vemos, são rastros de lugares que, um dia, foram habitados por pessoas, mas que agora dão lugar a monstros perigosos e poderosos.

O nosso protagonista em Dead Cells, por sua vez, era um prisioneiro que, de alguma maneira, sobreviveu – sabemos que é devido aos experimentos falhos. Conforme avançamos pelos mapas, também encontramos anotações deixadas por pessoas que descrevem o terror vivido durante a disseminação da doença pela ilha, e como foi o comportamento dos governantes perante ao problema.

Alquimia, experimentos e desespero

Um dos maiores – se não o maior – medos da humanidade é o de morrer, já que se trata de um estado de puro desconhecimento. Para tentarem sobreviver, os moradores da ilha com maior poder aquisitivo procuravam desesperadamente uma cura, o que fez a ciência ter um papel fundamental, mesmo que conflitasse também com as questões religiosas das pessoas. 

Os aldeões infectados pelo “mal-estar” tinham sintomas, como dores de barriga, visão turva, coceira intensa e constante, desânimo e dor de cabeça. Se a doença estivesse em um estágio mais avançado, os adoecidos morriam, porém, ao invés de descansarem pela eternidade, seus corpos eram reanimados e começavam a atacar aqueles que estavam vivos.

Para encontrar alguma cura, o Alquimista se reuniu com o Rei e também com a Guardiã do Tempo para utilizarem dos meios científicos a fim de solucionar o mal que assolava a ilha. Diversas pesquisas foram feitas tanto em busca de controlar a situação, como também identificar as causas da doença, mas infelizmente não chegaram a nenhuma resposta conclusiva.

De maneira popular, quase ninguém gostava do Alquimista, fosse por ele conduzir inúmeras pesquisas usando os cadáveres ou recrutando alguns aldeões para o “ajudar”. Conforme estudava mais sobre a ilha, ele descobriu que existia um Santuário, local que poderia ter contaminado as demais regiões por conta da seiva presente nas paredes que entrou em contato com o esgoto. 

A história por trás do caos: o que sabemos sobre a doença em Dead Cells?

A aparição da doença de Dead Cells é um verdadeiro mistério para os moradores da ilha e acreditam que a real causa possa estar relacionada com a seiva do Santuário. Por conta da agilidade com a qual o “mal-estar” se expandiu por todo o lugar, foi necessário jogar pessoas inocentes com os prisioneiros, o que também contribuiu para as mortes ocorrerem em menos tempo. Veja um trecho do rastro de destruição na Aldeia de Palafitas:

Na perspectiva do Rei, essa poderia ser a única maneira de evitar que a doença continuasse a se propagar, porém, a situação, ao invés de melhorar, ficou ainda pior. Todos os guardas tinham a ordem de executar qualquer indivíduo que estivesse infectado, independentemente de ser suspeito ou não – o que, por si, já diz como é a personalidade do governante. 

Os guardas não tinham a intenção de matar pessoas inocentes, mas, como foram ameaçados de morte se não obedecessem ao Rei, se viram obrigados a cumprir com as ordens. Isso os fez ficar extremamente violentos e é um forte reflexo das criaturas que enfrentamos durante a saída do alojamento dos prisioneiros, onde inicia o jogo.

Todos os moradores da aldeia vandalizaram a estátua do Rei, ignoraram as ordens dele e começaram a exigir a sua cabeça. Para tentarem controlar a situação, muitas pessoas foram mortas, o que fez os guardas jogarem os corpos no Ossuário e queimar os excedentes se acontecesse do Cemitério ficar superlotado.

Existem registros espalhados por todos os mapas que falam sobre os acontecimentos da ilha, quais foram as atitudes tomadas pelos aldeões e como a situação piorou. Conforme prosseguimos pelos mapas, podemos ver também corpos enforcados ou pilhas de cadáveres com odor fétido.

A intolerância religiosa do Rei

Por mais que parecesse “bom”, o Rei de Dead Cells era um sujeito que não aceitava nenhum outro tipo de religião e considerava a sua como a correta. Os que fossem contra seriam banidos para locais selvagens da própria ilha e muitos moradores apoiaram a cruel decisão, até mesmo concordaram com a Lei que proibia qualquer pessoa de ir até o Santuário Fragmentado.

Nem mesmo os Apóstatas foram perdoados. Como uma decisão definitiva do Rei, eles foram banidos para as Costas Imortais devido a crimes cometidos contra a coroa. O que essas pessoas fizeram de errado ninguém sabe, mas apenas serve para demonstrar que o governante era impiedoso com quem quer que fosse.

A intolerância religiosa na Idade Média ocorria também por questões políticas a fim de manter o poder sobre as pessoas e era exatamente o que o Rei fazia em Dead Cells. Os que eram contra os pensamentos dele deveriam ser punidos imediatamente para servirem de lição aos demais aldeões. 

O herói Decapitado

É possível que o herói Decapitado tenha sido criado especificamente nas Praias Imortais, já que ele menciona que um certo tanque é estranhamente familiar. Os prisioneiros também o conhecem, assim como o Demônio da Cripta, que parece reconhecê-lo por conta de comentários deixados por uma pessoa desconhecida. 

O objetivo do Decapitado é caçar o Rei e eliminá-lo para conseguir mudar a situação da ilha. Então, o conglomerado de células mortas em uma forma gelatinosa começa a possuir diversos corpos, sejam de mulheres ou homens, para colocar um fim em todas as ameaças presentes no lugar. 

Durante a missão, podemos frequentar diversos mapas tanto para encontrarmos objetos relevantes que podem nos ajudar durante a missão, como também descobrir mais informações sobre a destruição deixada pela peste. E, quanto mais fundo investigarmos, maiores serão os desafios, principalmente porque os inimigos são mais fortes e rápidos, o que exigirá o bom uso das habilidades, como no Santuário, Ossuário e Cemitério.

Por mais que não tenha exatamente como falar, o Decapitado consegue se comunicar por meio de balões de diálogo que apresentam os pensamentos dele. A depender da gravidade da situação, a cor dessas caixas pode sofrer modificações para tons claros ou mais escuros, o que nos demonstra um pouco da personalidade empática dele.

Além disso, uma característica peculiar do protagonista é o fato de adorar fazer piadas ou comentários ácidos a respeito de sua própria situação. Ele gosta de incomodar as pessoas e pode agir sem a menor educação, como no momento em que chutou os corpos no tutorial do jogo, porém, ele ainda tem algum resquício de sentimentos ao demonstrar sua chateação quanto às ordens cruéis do Rei.

Influências visuais e históricas: a peste como elemento de design

No roguelike Dead Cells, o mal-estar (peste negra) é representado por meio das máscaras usadas pelos “médicos”, e também dispostos pelos cenários estão diversos frascos alquímicos que demonstram as diversas tentativas do Alquimista de encontrar uma cura. Em nossa longa jornada, vemos centenas de corpos empilhados e a situação fica mais desagradável, conforme chegamos perto do Cemitério e do Ossuário.

O que nos chama atenção é em relação à paleta de cores de Dead Cells, que possui desde os tons esverdeados doentes para representar a seiva responsável pela peste, até os púrpuras que evidenciam muito sobre o luto e a morte das pessoas. Há amarelo em boa parte dos cenários, mais como uma forma de demonstrar que os lugares estão fétidos por conta dos corpos decompostos. 

Há muitos pontos que devemos observar nos cenários, como as pinturas presentes no Palácio Real, as notas deixadas pelo Jardineiro e as cartas escritas pelas pessoas que viveram na ilha. Conforme nos aprofundamos no game, maiores são as chances de ligarmos o quebra-cabeça e ainda desenvolvermos teorias que possam nos ajudar a entender ainda mais a história. 

Para entendermos melhor a narrativa, é fundamental lermos os trechos que surgem nas telas de carregamento e andarmos por todo o local a fim de encontrarmos segredos que possam enriquecer ainda mais a narrativa. Conheça os biomas e as possíveis histórias que o próprio jogo nos apresenta:

Alojamento dos Prisioneiros

É no Alojamento dos Prisioneiros que a nossa aventura em Dead Cells realmente inicia e é também neste lugar que encontramos os zumbis, portadores de escudos, granadeiros e os arqueiros mortos-vivos. Conforme perdemos e retornamos ao começo, a tela de carregamento nos conta alguma história diferente e interessante, como:

image
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Nem sempre os prisioneiros tinham a sorte de sobreviver, mesmo que tentassem escapar, eles morreriam de alguma forma, seja por conta da fome, sede, cansaço, fraqueza ou contaminação pelo mal-estar. E, segundo a hierarquia da ilha, existiam os cachorros, ratos e bem abaixo desses animais, as pessoas presas.

Esgotos Tóxicos

Em Dead Cells gameplay, podemos pegar o caminho para os Esgotos Tóxicos, que nos levará direto para um local fétido, repleto de monstros perigosos e que mostram mais da situação em que ficou a ilha. Podemos entender melhor também quais foram as causas para este lugar ficar desse jeito, compreenda:

image
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Há diversos inimigos com nível entre 4 e 7, compostos pelos zumbis, escorpiões, vermes, ratos, granadeiros e os kamikazes. No local, encontraremos saídas para outros lugares, como o castelo do Drácula, Muralhas, Esgotos Antigos que nos direcionam ao chefe Conjunctivitis ou Prisão Corrompida.

Arboreto Dilapidado

Por muito tempo, o Arboreto Dilapidado foi um lugar bonito, agradável e regularmente frequentado por pessoas da mais alta classe social. No entanto, esses indivíduos conseguiram destruir a beleza dessa parte da ilha, conforme explica abaixo:

image
Fonte/Reprodução: Motion Twin

O nível de desafio do roguelike, nesse ponto, não aumenta tanto, mas é preciso ter muito cuidado porque os inimigos são mais rápidos e usam novas habilidades. Desviar com precisão dessas criaturas é indispensável para sobreviver e conseguir prosseguir às demais partes do mapa para acompanhar a história.

De longe, é um dos mapas com uma das atmosferas mais bonitas e que foi muito bem trabalhada pelos desenvolvedores da Motion Twin. Pode também ser uma crítica social ao fato de que: “Nem mesmo os ricos escapam da morte. Eles podem nascer em berço de ouro, mas vão morrer como qualquer outra pessoa de uma classe social baixa.”

Pântano dos Renegados

Chegar ao Pântano dos Regados, embora pareça muito simples, nos reserva uma surpresa nada agradável, como um mini-chefe que surge em nosso caminho e que precisa ser eliminado para prosseguirmos. Na parte interna do local, encontraremos também carrapatos imensos, os banidos, atiradores de zarabatanas e criaturas que usam cutelos para lutar. Observe uma parte da história:

Pântano dos Renegados
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Deixe o Decapitado com o máximo de itens fortes possíveis para enfrentar os monstros e conseguir prosseguir às próximas etapas. Use os mascotes ao seu favor, selecione armas velozes e se prepare para um dos principais desafios impostos pelo jogo aos players, pois é um dos cenários mais complexos.

É considerado um dos mapas mais difíceis até o momento e não por ser longo, mas porque os inimigos ficam velozes e os golpes infligidos são muito fortes. Não optar por pergaminhos de brutalidade ou sobrevivência pode deixar a sua gameplay ainda mais complicada e, por isso, sugerimos que ao visitar esse mapa, tenha atenção para não ser derrotado.

Castelo do Drácula

Não gostamos de estragar a surpresa, mas o Castelo do Drácula reserva diversos monstros clássicos de Castlevania que nos esperam ansiosos para um combate. Se você, assim como nós, gosta da franquia, certamente se apaixonará por cada detalhe presente no mapa. Veja como é a tela de carregamento:

Castelo do Drácula
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Caso consigamos prosseguir até o final do Castelo, enfrentaremos o Conde Drácula e as suas formas mais poderosas. Ele não é um dos chefões mais fáceis e, por isso, é indispensável ter uma build estruturada e correspondente com o seu estilo de jogo para conseguir vencer esse desafio. Surpreenda-se com alguns trechos do mapa:

Esta é a entrada para o castelo, lugar em que nos deparamos com inimigos clássicos e que estão presentes em diversos títulos da franquia, como Symphony of the Night. Para fãs de Castlevania, essa é uma oportunidade mais do que especial, principalmente porque é a réplica perfeita do game e que pode ser aproveitada por meio da DLC disponível no Steam por R$32,99. 

Esplanada dos Condenados

Quando chegamos à Esplanada dos Condenados, também temos a oportunidade de presenciarmos o que a peste fez com as pessoas que estavam por ali. Diretamente no trecho a seguir, conseguimos ver que alguém foi enforcado e exposto para servir de lição aos demais:

Esplanada dos Condenados
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Por muito tempo, este era um lugar em que os pássaros costumavam frequentar e cantar, enquanto o jardim era bem cuidado pelo jardineiro real – dizemos isso por conta da chave em formato de rosa com o nome “chave do jardineiro”. Em outro trecho, nos deparamos com a estátua do Rei, onde o Decapitado faz uma pergunta um tanto ácida e engraçada:

O Rei usa um capacete que quase o impede de enxergar direito, o que faz o nosso protagonista se questionar: “Como ele consegue ver com isso?” Agora, não podemos dizer que o governante da ilha tinha um péssimo gosto para poses, pois a estátua tem o seu pequeno charme – o que a fazia perfeita para ser pichada. 

Ossuário

Assustador, desconfortável e estranho são palavras que usamos para qualificar o Ossuário de Dead Cells. O lugar é coberto por fumaças, monstros muito agressivos e pilhas de corpos espalhados pelo cenário, o que faz deste um lugar muito bizarro e pouco convidativo. Observe o que diz a história: 

Ossuário
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Somente com esse trecho, conseguimos perceber que o Ossuário é um dos piores lugares para estarmos. Acontece que ele trabalha também com a narrativa, ou seja, não podemos simplesmente evitá-lo porque explica visualmente o que a peste foi capaz de causar no reino – entenda:

Realmente viviam muitas pessoas na ilha, pois há inúmeras pilhas de corpos como essas espalhadas pelo restante do mapa. De longe, é um dos cenários mais incômodos de se ver, até mesmo a trilha sonora é diferente das outras, justamente para nos passar o sentimento de desconforto e agonia.

Profundezas da Prisão

Os prisioneiros que foram parar nas Profundezas da Prisão não tiveram a sorte de escaparem com vida de lá. Na verdade, ninguém nunca conseguiu fugir, o que significa que todos morreram nesta região, fossem eles culpados por crimes ou por estarem possivelmente contaminados com a peste. Fato é que o mapa também demonstra a indiferença do Rei com os condenados – como a seguir:

Profundezas da Prisão
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Ao fundo, conseguimos ver com facilidade diversas gaiolas que serviam para manter as pessoas presas e evitar que escapassem. Muitas delas cederam por conta do tempo, da umidade e da falta de cuidados, enquanto outras permaneceram, aparentemente, íntegras, o que nos permite ver também os cadáveres das pessoas. O mapa seguinte também é repleto de inimigos:

Este é um dos lugares mais interessantes do jogo por conta de todas as características que possui, além do fator dificuldade ser maior. Há muitos pontos para explorarmos nessa aventura e que podem esclarecer mais a respeito dos presos ou até mesmo sobre como a peste chegou nessa parte do reino.

Muralhas

Nos primeiros sinais da peste, os guardas acharam uma excelente ideia se aglomerarem para evitar contato direto com os contaminados. Acontece que a doença pode ser passada facilmente por meio de gotículas no ar e foi justamente isso que aconteceu com todas as pessoas que se esconderam nesse lugar, assim como explica abaixo:

Muralhas
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Em Dead Cells, as muralhas são os pontos mais altos que temos do jogo e é também um dos mais perigosos de se atravessar, pois se cair entre os vãos, o Decapitado perde a vida – irônico, não? Portanto, se já jogou algum game de Mario Bros, se prepare para colocar em prática as suas melhores habilidades de pular sem cair para prosseguir às novas áreas do jogo.

Farol

Falamos muito sobre o Rei e as decisões incorretas que teve, mas e quanto à Rainha? Ela é uma chefe final e alternativa do game, que se encontra especificamente no topo do Farol e vai aparecer somente na DLC “Rainha e o Mar”. Desconhecemos quem realmente foi essa mulher, mas sabemos que existem registros no jogo que demonstram o relacionamento dela com o Jardineiro Real. 

A Rainha, possivelmente, era a dona de todos os Santuários, sobretudo os que possuíam diversos cofres com inúmeros tesouros – e liderava também os Pagãos. Muito se acredita que ela e o Jardineiro eram muito próximos por conta de notas escritas por ele, como: “procuro ajuda dos Pagãos. Preciso chegar até o Farol onde ela reside”. 

Os Decapitados foram transformados em Homúnculos e a Rainha também, mas a diferença é que a sua cabeça possui 3 marcas muito parecidas com o brasão desenvolvido pelo Rei. Existe uma sala na área das Costas Imortais que nos faz acreditar que a mulher foi transformada forçosamente nessa criatura pelos Apóstatas e libertada somente por seus Servos.

Palácio Real

Dead Cells é surpreendente em diversos aspectos, mas principalmente ao referenciar obras relacionadas à época em que o jogo ocorre. Também nos sugere mais sobre o ano aproximado em que estamos devido às pinturas presentes no Palácio Real, como o Grito do pintor Edvard Munch – observe:

Palácio Real
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Não satisfeitos com a referência feita, incluíram outras pinturas igualmente interessantes em todo o Palácio Real. Entretanto, a que mais nos chamou atenção faz referência direta ao problema causado pela peste e quem eram os responsáveis por cuidar das pessoas doentes, confira:

Palácio Real
Fonte/Reprodução: Motion Twin

O médico da peste era um especialista que tentou cuidar dos pacientes de cidades e vilas que sofriam da doença. Esses profissionais usavam uma máscara em formato de bico e chapéus para se protegerem da epidemia, pois acreditavam que o ar contaminado era o responsável por fazer os moradores locais adoecerem. 

Para não respirarem o mesmo ar que as pessoas, eles colocavam uma mistura de ervas no bico para não se envenenarem com o “miasma”. Com o ar filtrado, eles não se contaminariam, o que na teoria faz muito sentido – principalmente para a época em que a peste surgiu – mas na prática não era tão eficiente quanto deveria. 

Santuário Adormecido

Silencioso e escuro, o Santuário Adormecido é um dos mapas que podemos visitar se estivermos no estágio 4 de Dead Cells. Nas paredes do local, vemos que são iluminadas por uma espécie de brilho esquisito muito similar às seivas, o que pode ser um indício da origem dessa substância. 

Os salões do Santuário estão em sono profundo e mesmo as estátuas que deveriam se mover permanecem paradas. A única maneira de fazer o lugar ser ativado é apertar um botão que vai fazer as criaturas despertarem de seu descanso – o que também contribui para maior hostilidade. Conheça como é o mapa:

Santuário Adormecido
Fonte/Reprodução: Motion Twin

Conforme exploramos o local, encontramos os grimórios do Alquimista que, durante as observações, descreve a sua crença de que a peste possa fluir do Santuário para a rede de esgoto. Ele faz um questionamento interessante: “Muitos dizem que essa seiva escorre ao esgoto e causa a peste. Porém, ela poderia ser a solução para o problema?”.

Além disso, dá a entender que o líquido viscoso tem um odor desagradável e que, por mais beleza que possua, é esquisito. O Decapitado é responsável por fazer esse tipo de comentário, sobretudo porque precisa passar ali dezenas de vezes, além de dizer também que nunca se questionou sobre o que seria aquela coisa nas paredes. 

Passar pelo Santuário Adormecido não é uma das tarefas mais simples, pois é um lugar muito perigoso e repleto de monstros mais fortes e velozes. O ideal é possuir uma build que misture agressividade com defesa para não perder tanta vida, além de ter também um bom armamento à disposição para combater os oponentes com mais tranquilidade e sem passar muita raiva.

Roguelike como metáfora para o ciclo da peste

No roguelike Dead Cells, a principal metáfora ao ciclo da peste é: morrer, voltar, tentar novamente e perder a vida. Consequentemente, isto demonstra o quão destrutiva foi a doença na época em que surgiu, sobretudo em seu ápice, entre os anos de 1346 a 1353 – um período obscuro em que a humanidade viveu.

A mecânica do game demonstra a necessidade de lidarmos contra situações problemáticas sem desistir, ao mesmo tempo, que apresenta a necessidade de lutarmos contra o inevitável. Isto significa que, em determinado momento, precisaremos nos adaptar aos problemas e procurar soluções que nos ajudem a nos fortalecer para sobrevivermos diante do caos.

Em Dead Cells, o jogo simbolicamente, mostra o corpo como um verdadeiro campo de batalha e toda a fragilidade que possui. Ou seja, por mais que possua as melhores armaduras e armamentos, ainda assim, qualquer pessoa está suscetível a fracassar com o que pretende fazer, caso não tenha nenhum objetivo em sua mente – o que pode fazer uma crítica aos que possuem um poder aquisitivo maior.

Neste caso, boa parte do jogo faz referência aos atos que o Rei teve na ilha e a maneira com a qual os aristocratas tentaram fugir da peste. Por mais que fossem ricos o suficiente, o ouro não foi o bastante para custear nenhum tipo de tratamento, uma vez que nem mesmo o Alquimista conseguiu encontrar uma cura para a peste negra, então, todos morreram um após o outro, fosse uma pessoa rica ou pobre.

Teoria sobre o surgimento da peste

Quando chegamos à Aldeia das Palafitas, o subúrbio da ilha, lemos a mensagem: “A aldeia era a primeira da fila quando a peste começou a se espalhar. No começo, eles enterraram seus mortos. Em muito pouco tempo, eles estavam lutando contra os mortos”, o que dá a entender que a contaminação ocorreu primeiro nesse lugar. 

Pode ser que a peste ou mal-estar se originou de peixes infectados ou da água contaminada, pois quando o Decapitado se aproxima dos animais aquáticos mortos, diz: “As pessoas comeram mesmo isso?”. Como sabemos, a seiva presente no Santuário Adormecido é perigosa à saúde e, se ela se espalhou pelo esgoto e posteriormente aos rios, mares e lagos, foi suficiente para fazer as pessoas adoecerem.

Ressaltamos que a Vila ou Aldeia das Palafitas foi construída sobre o Santuário Adormecido, o que fortalece ainda mais a teoria. Ninguém sabe se essa foi uma ideia dos primeiros colonizadores ou se já se encontrava neste lugar, mas fato é que a seiva das paredes pode ter contaminado a água e os peixes que os pescadores capturavam em suas redes. 

Na Aldeia, a vida não era uma das mais fáceis, o que obrigava os pescadores a brigarem por comida quase o tempo inteiro, então, não é de se surpreender que o contágio se iniciou primeiro no local ao invés dos pontos mais altos da ilha. Conforme os moradores morriam e retornavam, o caos começou a se expandir para outros pontos do lugar até chegar às muralhas. 

Curiosidades: referências históricas e inspirações de Dead Cells

Os biomas desse roguelike possuem pontos de interações que vão narrar brevemente os acontecimentos e falar sobre o perigo da peste negra. Prisioneiros escreveram cartas, outros deixaram diários que relataram a seriedade do problema e o medo que sentiam de morrer para o desconhecido. 

Medicamentos feitos com ervas foram usados para tentar controlar os sintomas, o que significa que, em diversas salas, veremos frascos de vidro expostos – alguns cheios e outros estilhaçados. Não sabemos se esses remédios chegaram a ser aplicados nos pacientes ou se quebraram por conta da aparição dos monstros.

Diversas críticas sociais estão presentes no jogo, sobretudo às ordens inconsequentes do Rei de querer eliminar a classe social mais frágil e manter os aristocratas “protegidos”. Todos os que estivessem com o mínimo de sintomas da peste seriam condenados à prisão e posterior execução por parte dos guardas. 

Outro ponto a considerarmos é quanto à intolerância religiosa, que marca muito o período da Idade Média. Era comum que a única religião bem-vista fosse a católica e aqueles que pensassem ao contrário seriam expostos à população e das duas, uma: poderiam ser expulsos do local ou mortos. 

Dead Cells DLCs 2025: Conteúdo Completo Disponível

1. The Bad Seed (2020) Lançada em 11 de fevereiro de 2020, esta DLC introduz dois novos biomas (Arboretum e Pântano dos Renegados), um novo chefe e diversas armas inéditas.

2. Fatal Falls (2021) Lançada em 26 de janeiro de 2021, adiciona dois novos níveis desafiadores com armadilhas e inimigos únicos, incluindo a temida Destilaria Abandonada.

3. The Queen and the Sea (2022) Lançada em 6 de janeiro de 2022, oferece o final definitivo do jogo com novos biomas aquáticos, naufrágios e confronto contra a Rainha no topo do Farol.

4. Return to Castlevania (2023) A colaboração épica com a Konami que trouxe 14 armas icônicas de Castlevania, dois níveis temáticos, 3 chefes incluindo o Conde Drácula e 51 músicas clássicas da franquia.

Builds Recomendadas 2025

Build Brutalidade Glass Cannon

  • Armas: Espadas rápidas + Arco
  • Habilidades: Granada de gelo + Torretas
  • Mutações: Necromancia + Gastronimia + YOLO

Build Sobrevivência Tanque

  • Armas: Escudo + Arma lenta pesada
  • Habilidades: Tonic + Poção de óleo
  • Mutações: O que não mata + Alienação + Vingança

Build Táticas Crítica

  • Armas: Armas com criticals + Arco elétrico
  • Habilidades: Granada elétrica + Sinai
  • Mutações: Ponto de Apoio + Instinto de Killer + Combo

Por Que Dead Cells Continua Relevante em 2025

Mesmo com o fim oficial das atualizações, Dead Cells permanece como uma obra-prima do gênero roguelike com avaliação de 97% positiva. Sua combinação única de mecânicas Metroidvania com progressão roguelike, aliada a uma narrativa profunda sobre temas históricos universais, garante sua relevância duradoura.

O jogo oferece centenas de horas de conteúdo através de suas 4 DLCs principais, 35 atualizações e mecânicas de progressão não-linear. Para jogadores brasileiros, representa uma das melhores experiências em roguelike disponíveis, com preços acessíveis tanto no PC quanto mobile.

Dead Cells é mais que um jogo – é uma lição de como criar experiências atemporais que continuam cativando jogadores anos após o lançamento.

Com o JogosZ, você descobre mais sobre a lore dos seus games favoritos e ainda acompanha constantemente atualizações sobre novos jogos. Surpreenda-se com as melhores histórias conosco e descubra curiosidades a respeito de diversos outros títulos incríveis!

Veja mais Posts

Siga a gente para novas Quests !

© Este é um site do grupo B20

Feito por B20

NÃO TEM UMA CONTA?

Entrar