O termo metroidvania é a junção do nome Metroid com Castlevania, que se popularizou por meio de fóruns nos anos 2000. Esse gênero é um dos mais famosos até hoje, por conta de sua falta de linearidade, amplos mapas, diversos desafios, trilha sonora sensacional e as possibilidades de upgrades que contribuem para chamar atenção de diversos jogadores.
No entanto, o que pode realmente ter conquistado os players é o fato de não ser necessário seguir um único caminho durante o jogo. A liberdade de exploração é extremamente interessante e um forte ponto positivo, pois auxilia a tornar a narrativa mais atrativa, mesmo com as inúmeras quantidades de desafios que surgem nos mapas.
O que é Metroidvania?
Metroidvania é um gênero de jogo de ação-aventura que funciona por meio da interconexão de mapas grandes, e possui sidescrolling (rolagem lateral em tradução literal) em plataformas. O termo, em si, originou-se da união entre a franquia Metroid e Castlevania, pois ambos os games possuem as mesmas características em questões de jogabilidade e mecânica, como exploração de diversos lugares e descobertas de áreas secretas.
Para prosseguirmos pelos mapas, precisamos coletar itens, melhorarmos as nossas habilidades e enfrentarmos chefes mais fortes no decorrer da partida. Se objetos importantes ficarem para trás, podemos retornar posteriormente para os incluir em nossa “mochila” e verificarmos se todas as áreas foram concluídas ou não.
A depender do estilo de metroidvania, os mapas apresentam uma porcentagem que indicam o quão perto o jogador está de os concluir. Como cada região é interconectada, fica mais prático de voltarmos a qualquer momento, sobretudo por desbloquearmos poderes novos, que nos ajudam a prosseguir por locais que antes eram desafiadores de ultrapassar.
O backtracking, ou o retrocesso, refere-se especificamente ao fato de precisarmos voltar para um lugar que visitamos para abrirmos áreas novas ou coletar itens, como acontece em Super Metroid. Este jogo, inclusive, nos faz retornar para os mesmos locais, seja por conta de bombas que são alcançáveis agora ou porque existem armas novas que vão ajudar no progresso da história.
Como todo bom metroidvania, a trilha sonora é muito bem trabalhada e possui melodias para cada um dos mapas. Dificilmente, você vai escutar a mesma música enquanto joga; o que gera mais imersividade e faz a história se tornar ainda mais emocionante, exatamente como acontece em Castlevania: Symphony of the Night.
Origem do termo Metroidvania e evolução histórica
A palavra metroidvania teve o seu início com Metroid (1986 – 1994) e Castlevania: Symphony of the Night (1997), ambos os games redefiniram o gênero de ação e aventura. Isto porque a dupla conta com mapa amplo e com grande potencial de exploração, diversos upgrades, narrativa ambiental, segredos, pontos cegos que podem ser desbloqueados e backtracking.
O termo metroidvania apareceu no começo dos anos 2000, por meio de fóruns online, onde os usuários definiam os games que tinham esses elementos de exploração, progressão de mapa e conquista de novas habilidades e o nomearam ao selecionar dois dos games que seguem essa pegada. Castlevania e Metroid foram os responsáveis por redefinirem os estilos mais tradicionais de gameplay e nos proporcionar uma jogabilidade única.
Estúdios independentes começaram a adotar o estilo de metroidvania já nos anos de 2010, quando desenvolveram games incríveis, com boa narrativa, adição de uma história misteriosa e itens que ajudam a entender melhor a proposta do enredo. Um bom exemplo que reúne essas características é Axiom Verge, que possui uma mecânica bem parecida com Metroid, mas com implementação dos 8 bits na partida para gerar maior nostalgia nos players antigos.
Jogos de metroidvania são amplamente adorados por conta do nível de exploração sem linearidade, a possibilidade de avançar e voltar a qualquer momento, o desbloqueio de diversas habilidades e inúmeras áreas presentes pelo mapa. Não permanecemos presos em um mesmo caminho, já que podemos definir exatamente por qual rota seguir, o que faz a partida ficar ainda mais agradável e interessante.
Além disso, alguns metroidvanias, como o Super Metroid, nos propõe um desafio interessante que é o de completar o jogo em até X horas e coletar Y itens para ver uma animação da Samus no final. Conforme for o seu progresso no game, a protagonista pode aparecer apenas sem o capacete ou sem todo o seu equipamento de combate.
Características de um jogo Metroidvania
Entre as características do metroidvania, estão a exploração interconectada, a progressão que se baseia por meio da conquista de habilidades e o combate desafiador. Conforme passamos pelos mapas, os chefes ficam muito mais fortes e possuem padrões diferentes, o que nos exige muita atenção para evitar os golpes e conseguirmos vencer sem perder muito HP.
Exploração interconectada
Para realizar uma exploração completa, os mapas são amplos e repletos de múltiplos caminhos, uns com portas bloqueadas e outros que podem ser facilmente acessados. A nossa obrigação enquanto jogadores é a de atravessarmos os pontos permitidos e voltarmos às áreas difíceis de chegar; mas, agora, com o uso de novos poderes ou armas que podem abrir caminho.

É normal o jogador ficar confuso sobre o motivo pelo qual não consegue atravessar determinado cenário e isso acontece, especificamente, porque o jogo não te deixa passar para a nova área sem um item específico. Somente com uma boa exploração e análise de itens que ficaram para trás é que se pode abrir portas bloqueadas, da mesma maneira que acontece em Super Metroid e outros títulos da franquia.
Progressão baseada em habilidades
A progressão se baseia na destreza e observação do jogador, juntamente de habilidades desbloqueadas gradualmente. Tenha de exemplo o dash, salto duplo, os ataques de longo alcance, chaves, super bombas, raios congelantes ou trajes especiais que são mais resistentes em biomas específicos, como lava ou água.
Combate e plataformas desafiadores
Os inimigos não possuem as mesmas características de combate. Na verdade, eles são únicos e muito desafiadores, independentemente de ser o primeiro ou o último chefe. Para os derrotar, é preciso de muita paciência, cuidado e atenção para prever os ataques, usar os golpes corretos e controlar a quantidade de tiros (dependendo do jogo) para não ficar sem armamento.
Bosses marcantes, como o Ridley de Super Metroid, é um antagonista poderoso e chefe da Lower Norfair. Enfrentar um dragão não é uma tarefa tão simples quanto parece, ainda mais se ele possui uma cauda capaz de aplicar muito dano na personagem, que é exatamente o que nos acontece durante a luta – veja:

Em Symphony of the Night, a luta mais memorável e adorada pelos fãs é de Alucard contra o seu pai, Drácula. O embate não é um dos mais fáceis, principalmente porque o vampirão pode se transformar em um monstro assustador e muito mais poderoso que no estágio inicial. Então, precisamos de muita calma para o derrotar e não cairmos em sono profundo eternamente.
Elementos narrativos sutis
O metroidvania possui histórias que não têm nenhum tipo de texto constante e as informações podem aparecer de vez em quando, conforme um item é encontrado. Em Super Metroid, por exemplo, temos apenas o diário de bordo de Samus e nada mais do que isso em todo o game. Isso nos faz interpretar as ações dela, como a necessidade de encontrar o bebê Metroid sequestrado e derrotar todos os inimigos que ver pela frente.
Nos jogos mais atuais, o uso de diálogos permanece quase nulo, exceto quando interações entre os personagens acontecem. Em determinadas situações, é mais comum vermos trechos da história descritos em notas perdidas por todo o mapa; o que faz o jogador decidir se quer ou não coletar os itens para saber melhor sobre a narrativa.
Toda a atmosfera é densa, repleta de monstros perigosos prontos para nos causar dano, enquanto precisamos coletar pistas que se espalham por todo o cenário. No jogo Axiom Verge, somente entendemos quem é o nosso inimigo se pegarmos páginas espalhadas por cada canto. Mesmo assim, ainda podemos ficar com dúvidas a respeito do real vilão da história.
A influência dos Metroidvanias nos jogos modernos
Metroidvanias influenciaram muito os jogos mais atuais, como os AAA (de grande orçamento) e os indies que possuem características voltadas para a exploração e inserção de enigmas pelos mapas. Os jogos recentes possuem uma exploração do tipo não linear; o que significa que se pode explorar diferentes caminhos, procurar itens e desbloquear habilidades.
Estúdios, como a Motion Twin, Moon Studios e Team Cherry, desenvolveram games únicos, com narrativas excepcionais, trilhas sonoras marcantes e desafios à altura. A imersividade proporcionada pelos jogos é capaz de encantar diferentes perfis de jogadores, desde os menos até os mais exigentes e que querem uma narrativa completa, alto nível de dificuldade e músicas fantásticas para escutar enquanto jogam.
Para inovarem, os estúdios trabalharam também com os principais elementos do RPG, roguelike e soulslike, o que faz dos games atuais mais desafiadores. Os monstros ficaram mais fortes, os chefes muito mais rápidos e o nível de perigo aumenta progressivamente, conforme exploramos os mapas e adquirimos novos itens para equipar o nosso protagonista.
Melhores jogos Metroidvania de todos os tempos
De todos os tempos, os melhores jogos de metroidvania contam com títulos como Symphony of the Night, Hollow Knight e Ori and the Blind Forest. A narrativa dos games é atraente, as músicas memoráveis, os níveis de dificuldade sensacionais e os protagonistas possuem um forte carisma, mesmo que raramente interajam na história.
Super Metroid
Lançado pela Nintendo em 1994 para SNES, Super Metroid é um dos maiores clássicos da geração por reinventar a maneira com a qual os jogos eram narrados. A linearidade e os mesmos padrões vistos em títulos, como Mario Bros, foram substituídos por um mapa amplo e com diversas interconexões, inúmeros inimigos, upgrades e uma narrativa silenciosa. Conheça os principais chefes:

Samus Aran é a nossa protagonista, que precisa combater os Space Pirates e recuperar a larva de bebê Metroid roubada por Ridley – um dos antagonistas. O objetivo dos Piratas Espaciais é o de fazer dessa pequena criatura, uma arma biológica, para, dessa forma, dominarem o universo e Mother Brain controlar tudo à sua maneira.
Claramente, a nossa heroína não concorda com esse tipo de ideia e faz até o impossível para encontrar a larva. Próximos de concluirmos o jogo, chegamos no mapa final, Tourian, onde reside a nossa principal inimiga, e é ali que vemos parte dos experimentos feitos com o bebê – existem outros metroids mais agressivos e resistentes no começo do mapa.
Ao nos aproximarmos mais de onde está a sala do chefe final, vemos que os monstros da área se tornaram poeira. No momento em que nos movemos para frente, uma criatura enorme surge e começa a pegar energia de um inimigo e, depois, faz o mesmo com Samus. No entanto, por alguma razão, ele para antes de matá-la e vai embora – este é o Super Metroid ou o bebê resgatado pela protagonista no jogo anterior.
Castlevania: Symphony of the Night
De 1997, lançado para PS1, Castlevania: Symphony of the Night revolucionou o mundo dos jogos por meio das aventuras vivenciadas pelo protagonista, Alucard. Este é filho do Conde Drácula, e a sua principal missão é a de parar de uma vez por todas com o plano maligno de seu pai: o de eliminar a humanidade.
Para Alucard chegar até o seu pai, precisa enfrentar inimigos poderosos, como Belzebu, Cérbero, a Morte, o Doppelganger, Trevor e Sypha falsos, e ainda atravessar os mundos por meio de itens para chegar a outras partes do mapa. Caso consigamos todos os objetos necessários para ultrapassar essas áreas, chegaremos até o Drácula, onde o enfrentaremos em suas 3 formas – uma mais difícil que a outra.
Não se engane em acreditar que é só derrotar o vampirão e o jogo acaba, na verdade, existem outros finais que podem ser desde os bons até os ruins. Ou seja, a conclusão boa ocorre se destruirmos o orbe mágico usado para controlar Richter e o libertarmos do controle sofrido lá no começo do game. Caso contrário, pegamos um desfecho indesejado.
Hollow Knight
O Cavaleiro que protagoniza Hollow Knight vai para Dirtmouth, uma cidade pacífica localizada bem acima de Hallownest, ruínas que começam a ser exploradas pelo protagonista. Durante a aventura, ele descobre que o local, um dia, foi um lar próspero dos insetos, mas que, devido à infecção, se destruiu.
A respeito da doença “infecção”, esta pode contaminar qualquer indivíduo, controlando não apenas a sua vontade, mas os sonhos também. Por mais que essa doença forneça uma força incrível, ela quer em troca a pacificidade e também a civilidade das pessoas, o que as fazem ficar como se fossem mortas-vivas.
Quando o Cavaleiro chega, tem em mente que o seu objetivo é o de achar e eliminar 3 insetos sonhadores, pois são eles os responsáveis por manter os selos vivos no Templo do Ovo Negro. Se essas proteções forem removidas, o protagonista consegue lidar diretamente com a causa da infecção, mas os seus pensamentos podem conflitar por conta do guerreiro Hornet, que realiza diversos testes com ele em inúmeras batalhas.
Salt and Sanctuary
Em Salt and Sanctuary, o nosso personagem está em um navio que leva a princesa de um país desconhecido até o reino local para se casar com o rei, com a única intenção de evitar que aconteça uma guerra. Inesperadamente, saqueadores começam a eliminar todos os tripulantes e se formos ao convés, seremos atacados pelo Kraekan.
Quando saímos do navio, recebemos a missão de encontrarmos a princesa que se perdeu. Conforme prosseguimos pelo mapa, coletamos sal para fortalecer o protagonista que é um humano do tipo saltborn, que precisa dessa substância para também sobreviver – se formos derrotados, iremos para a Ilha do Sal.
Ori and the Blind Forest / Will of the Wisps
Uma Árvore Espiritual presente na floresta Nibel conta a história de quando o personagem Ori, um poderoso espírito guardião, caiu de cima dela por causa de uma tempestade. Como era recém-nascido, logo foi encontrado e adotado por Naru, que o criou como se fosse o seu próprio filho.
Por conta de um evento cataclísmico, a floresta murcha completamente e Naru não consegue sobreviver. Sozinho, Ori tem que explorar o lugar, mas desmaia próximo da Árvore Espiritual que o recupera até o deixar forte novamente. Ao despertar, o protagonista se depara com Sein, um orbe que o guia em toda a jornada para o ajudar a recuperar o lugar por meio do resgate de elementos para equilibrar Nibel, como a água, vento e calor.
Dead Cells
O Decapitado é o nosso personagem principal em Dead Cells, trata-se de um homúnculo que pode controlar corpos femininos ou masculinos. Ele precisa encontrar o Rei para evitar que mais problemas prejudiquem a ilha. Porém, para chegar ao Palácio Real, é preciso enfrentar diversos tipos de inimigos e passar por biomas que narram uma trama dramática e inspirada em fatos históricos.
Há muitos anos, durante 1300, a Europa viveu um momento sombrio devido à peste negra, uma doença que levou a vida de milhões de pessoas, denominada Peste Negra. Toda a inspiração de Dead Cells se baseia especificamente nessa contaminação e em algumas passagens do jogo, é normal que as cartas deixadas pelos NPCs se refiram a ela como “mal-estar”.
Naturalmente, não contamos com nenhum tipo de narrativa longa e descobrimos como a ilha se destruiu por meio de anotações e pedaços de diários jogados por determinados pontos do mapa. O Decapitado é quem faz a leitura e muitas vezes demonstra a sua personalidade com a troca de cor de seus balões de diálogo, o que faz dele muito emotivo e até irônico.
Também não sabemos exatamente como a peste se espalhou por toda a ilha e as únicas suspeitas pertencem ao Alquimista sobre o que pode ter acontecido. O Santuário Adormecido possui uma seiva viscosa, de um tom e odor estranhos, que podem ter contaminado a água da Aldeia de Palafitas – construída sob o local sagrado -, onde viviam pescadores que capturavam peixes para comer, vender e sobreviver.
Como essa era uma região socialmente mais baixa na hierarquia, os pescadores brigavam entre si por causa da comida. Suspeitamos que a contaminação ocorreu por meio dos peixes infectados com a seiva e, posteriormente, por conta do despertar constante dos enterrados que atacavam os vivos.
Axiom Verge
Trace Eschenbrenner desmaia após uma explosão ocorrer em seu laboratório, porém, ao despertar, percebe que está em um planeta alienígena chamado Sudra ao invés da Terra. Durante a investigação pelo mundo, uma voz fala constantemente conosco, e descobrimos que pertence a Elsenova, uma imensa cabeça mecânica.
No momento em que a energia dela é reativada, nos explica que o universo é repleto por diversos mundos que se separam por conta da Brecha. Há anos, Athetos surgiu em Sudra e limpou o planeta por meio de um patógeno, e os únicos que conseguiram escapar, foram apenas os Rusalki.
A história começa a se revelar conforme avançamos pelo mapa, coletamos partes de um diário e lemos as informações. Em determinado ponto da história, encontramos Ophelia, que diz a Trace que ele é um clone mais jovem de Athetos. Porém, saber dessa informação repentinamente o deixa nervoso e desconfiado dos Rusalkis, mas ele não desiste de descobrir toda a verdade por trás da destruição do planeta.
Sugerimos ter paciência ao jogar Axiom Verge, pois os inimigos são muito mais fortes mesmo no começo e pioram no decorrer da narrativa. A procura por itens pode ajudar Trace a ficar mais rápido e forte. Ainda assim, você precisará memorizar ou decorar os padrões dos chefes para os vencer com menos dificuldades.
Axiom Verge 2
Indra é a nossa protagonista que sai de sua terra natal em busca de sua filha na Antártica, mas é misteriosamente levada para uma realidade diferente. A partir disso, ela precisa investigar o lugar, coletar itens e se fortalecer porque precisará lidar com criaturas completamente poderosas e que estão prontas para a impedir de prosseguir pelo mapa.
Axiom Verge 2 tinha tudo para realmente dar certo, já que tem as mecânicas parecidas com o seu antecessor, porém a história não vingou. O fato de os monstros terem uma força desbalanceada é intimidador e quase nos faz perder o desejo de continuar no game e apenas permanecemos pelo desejo de sabermos o que vai acontecer com a protagonista.
Toda a história leva tempo para se desenvolver, e podemos até dizer que é muito mais enrolada que a do primeiro. Por mais que as músicas e os cenários sejam impecáveis, a narrativa não conseguiu nos entreter o suficiente – mesmo que tenhamos concluído o jogo -, e o final é tão estranho que não causou a vontade de jogarmos uma segunda vez.
Blasphemous
A Irmandade da Tristeza é uma ordem religiosa completamente contra a autoridade imposta por Sua Santidade Escribar, pois todos os membros foram eliminados. O único que conseguiu sobreviver é o Penitente, que, por conta de um milagre, é ressuscitado. Com o corpo inteiro novamente, ele inicia a aventura em um dos melhores metroidvanias já feitos, tanto por causa da dificuldade quanto pela incrível história.
No meio do caminho, pouco tempo após vencer o Guardião da Tristeza Silenciosa, o Penitente se depara com Deogracias. Ele explica a respeito da relíquia “Berço da Aflição” e menciona as 3 Humilhações que precisam ser feitas para conseguir encontrar o objeto.
A nossa viagem é feita em diferentes pontos do mapa de Cvstodia, como a cidade destruída de Albero, as colinas Onde as Oliveiras Murcham e também a Cisterna Profanada, uma área subterrânea. O Penitente, ao cumprir com as Três Humilhações, obtém a Contrição, Compunção e as Feridas Sagradas do Atrito para poder enfrentar Esdras que fazia parte da Legião Ungida.
Um novo acesso é liberado no mapa, onde o protagonista pode prosseguir para a Mãe das Mães, uma catedral em que estão o Berço da Aflição e o Escribar. Para o jogo ser concluído, é preciso ter atenção quanto às ações no game, porque vão te levar ao término padrão ou a uma realidade diferente, em que o personagem principal alcança o trono e se torna adorado pelas pessoas de Cvstodia.
Ender Lilies: Quietus of the Knights
O reino Land’s End foi completamente destruído por causa da Praga, que também transformou os moradores em Malditos. A protagonista, Lily, é a única de sua descendência de Sacerdotisas Brancas que conseguiu sobreviver, e que tem o poder de purificar todo e qualquer espírito corrompido.
Para acompanhá-la nessa jornada, o Cavaleiro Umbral a acolhe e une o seu espírito para protegê-la. Ele é quem ajuda Lily a passar pelo Reino do Flagelo para resgatar memórias, encontrar o caminho para poder curar a Praga e salvar os Guardiões corrompidos. Durante a aventura, a garota aprende mais sobre todo o passado de Land’s End e os seus respectivos fundadores, por meio de anotações no mapa.
Bloodstained: Ritual of the Night
Bloodstained: Ritual of the Night é um dos jogos de metroidvania mais famosos devido à sua similaridade com Castlevania. A história ocorre na Inglaterra, durante o século XVIII – época da Revolução Industrial – onde se encontra a Guilda dos Alquimistas, que tinha medo de perder a influência que possuía sob seus poderosos patronos.
O método escolhido para não ficarem esquecidos, foi o de invocar poderosos demônios e desenvolver os Shardbinders, humanos que se fundem ao poder de cristais repletos de energia demoníaca. No entanto, ao usar essas pessoas para trazer os demônios do inferno, destruíram completamente a Guilda e a maior parte dessas criaturas partiu para a Inglaterra – por sorte, a Igreja conseguiu bani-los.
Somente dois Shardbinders sobreviveram, como Gebel e Miriam, a nossa protagonista, que entra em um sono profundo de 10 anos. Ao despertar, ela descobre que o seu antigo amigo trouxe diversos demônios para acabarem com a Inglaterra a fim de se vingar dos alquimistas, por toda a dor que causaram.
Momodora: Reverie Under the Moonlight
Momodora: Reverie Under the Moonlight é esteticamente bonito, possui uma melodia incrível e uma história sensacional. A protagonista se chama Kaho, uma sacerdotisa que vai até o reino de Karst a fim de impedir que uma maldição destrua completamente a sua vila. Para isso, precisa enfrentar a Rainha – fonte de todo o problema.
Claro que a nossa aventura não seria simples, pois temos que lidar com diversos chefes poderosos e que estão dispostos a nos impedir de qualquer maneira. No final, a personagem principal se sacrifica ao atrair toda a maldição para o seu corpo e consegue salvar a terra.
Diversos jogadores não gostaram tanto do final, já que Kaho opta por morrer ao invés de tentar sobreviver. É muito difícil vermos personagens se sacrificarem no final da história em prol de um bem maior e isto apenas nos mostra o quão empática e destemida era a sacerdotisa por não ter pensado somente em si, mas nas outras pessoas indefesas e que não faziam ideia da maldição.
O jogo Momodora é fantástico, com narrativa simples e mecânicas agradáveis e práticas, que permitem ao jogador explorar todo o mapa com facilidade. Os inimigos ficam mais fortes conforme ocorre o avanço pelos lugares, até a protagonista chegar ao encontro da Rainha Amaldiçoada.
Menções honrosas e novidades
Há jogos que merecem ser citados por causa da narrativa, dificuldade, características dos protagonistas, trilha sonora e história, como Dark Devotion, The Last Faith e 9 Years of Shadows. Outros títulos, embora pouco conhecidos, são tão influentes e apaixonantes quanto os mais populares. Confira:
- Celeste;
- Katana Zero;
- Minoria;
- Skul: The Hero Slayer;
- Sundered;
- Touhou Luna Nights;
- Guacamelee;
- Dandara;
- Nine Sols;
- Blasphemous 2;
- Crypt Custodian;
- Ender Magnolia;
- Tunic;
- Rain World;
- Future Fragments;
- Unbound: Worlds Apart.
Sugerimos que tire um momento para jogar Touhou Luna Nights, que é um game com uma protagonista vestida de maid, que atira facas e para o tempo. Ela é uma forte referência ao Dio Brando de Jojo’s Bizarre Adventure parte 3, e até mesmo se movimenta como o antagonista do anime – o que é muito legal e engraçado também.
Para 2025, é esperado que o metroidvania Moadra seja lançado para Steam e consoles – sem data prevista. O game possui uma versão demo disponível para ser baixada por qualquer jogador interessado em analisar os gráficos, a trilha sonora e conhecer brevemente um pouco da história proposta.
Como saber se um jogo é um Metroidvania?
Um metroidvania tem interconexão de mapas, exploração com combate e história narrada por meio de fragmentos ou artes. Nem todos os jogos vão mostrar o personagem em inúmeros diálogos, já que o foco principal é o de avançar, eliminar inimigos, derrotar os chefes e obter upgrades. Entenda o que é considerado desse gênero:
- Mapa interconectado;
- Habilidades desbloqueáveis que abrem áreas;
- Exploração + combate + plataforma;
- História contada visualmente ou por fragmentos;
- Dificuldade maior, conforme ocorre o progresso no mapa;
- Trilha sonora impecável e que varia em cada mapa;
- Incentivo ao retorno a áreas antigas.
Jogos que incentivam o jogador a voltar a determinadas áreas, são exemplos de metroidvania. Para jogar um game desse gênero, sugerimos que comece pelos mais clássicos, como Symphony of the Night e Super Metroid, para observar as mecânicas e também pegar as referências nos games atuais com mais facilidade.
Não existem jogos desse gênero que sejam lineares, primeiro porque não faz sentido e vai contra as características originais. Sem a possibilidade de exploração livre, dificilmente conseguiremos aproveitar ao máximo a história, concorda? Portanto, no momento de escolher o seu game, verifique também esse aspecto para não desperdiçar tempo com um título que não é o que diz ser.
A ascensão dos Metroidvanias indie
O jogo indie de metroidvania é popular porque os desenvolvedores conseguem elaborar um game sem ter custos muito altos e podem trabalhar com mais criatividade. Por exemplo, Thomas Happ é o responsável não apenas por todo o cenário e história de Axiom Verge, mas pela ambientação e trilha sonora também – ele criou o conteúdo sozinho.
A comunidade é muito ampla e repleta de fãs apaixonados, que procuram títulos diferentes para se aventurarem continuamente. São fiéis, engajados e contribuem para indicação de jogos com uma temática parecida que pode agradar outros jogadores que queiram adentrar cada vez mais no mundo do metroidvania.
Não devemos esquecer que os jogos desse gênero possuem um alto fator de rejogabilidade, o que significa que podemos voltar o mapa inteiro, pegar novos itens, desbloquear áreas escondidas e fortalecer o nosso personagem. Por mais que tenhamos saves em X locais, conseguimos usar teletransportes ou atalhos para chegarmos onde queremos – o que, por si só, já é atraente o suficiente.
Games indies são bem trabalhados, têm detalhes atraentes e fornecem uma história única e especial. Mesmo os jogos com orçamentos menores merecem a devida atenção, pois possuem referências aos títulos mais antigos, seja por conta de detalhes no cenário ou pelo estilo de movimentação do personagem.
Futuros lançamentos Metroidvania para ficar de olho
É importante ficar atento quanto aos principais lançamentos de metroidvania, como Silksong, The Last Night e Crowsworn. Em conjunto com esses, tem também Moadra que possui características que lembram muito o Predador (Alien vs. Predador) e tem um bom potencial de ascensão.
Silksong (Team Cherry)
Como protagonista de Hollow Knight na DLC de Silksong (sem data de lançamento), teremos a Hornet, uma princesa que protege Hallownest. Poderemos nos aventurar por um belíssimo mapa repleto de muita música e seda, onde vivem inimigos poderosos e também um grande mistério que promete manter os jogadores focados na partida até o fim.
The Last Night
As pessoas se definem unicamente pelo que consomem e não pelo que fazem ou criam, o que significa que a humanidade foi deixada de lado em The Last Night por causa do fortalecimento das máquinas. O protagonista, Charlie, é desmotivado devido a um acidente ocorrido em sua infância e acredita que a sua vida não tem o menor sentido, até receber um presente para ter controle de sua existência.
Crowsworn
Fearanndal, um dia foi um incrível e próspero reino, mas atualmente, não possui rastros de sua beleza e tudo o que resta são ruínas e muita destruição. O lugar é dominado fortemente pelo pesadelo e as criaturas amaldiçoadas fazem o cenário ficar horripilante e a aventura do protagonista ainda mais difícil.
O que nos chama atenção nessas características de Crowsworn é em relação às roupas usadas pelo protagonista, que remetem à peste negra – referência para Dead Cells? Além desse aspecto interessante, é descrito que existem mais de 30 chefes únicos, 120 inimigos fortes, trilha sonora com composição de J.J Ipsen e uma animação incrível que segue o estilo tradicional em 2D e é feita à mão!
Dicas para Iniciantes em Metroidvania
Por Onde Começar:
- Super Metroid (SNES) – Para entender as origens
- Hollow Knight – Experiência moderna completa
- Ori and the Blind Forest – Visual impressionante
- Guacamelee – Humor e mecânicas únicas
Estratégias Essenciais:
- Explore tudo – segredos estão em todos os cantos
- Anote áreas bloqueadas para retornar depois
- Não se precipite com chefes – observe padrões
- Colete todos os upgrades disponíveis
Por que Metroidvania é mais que um gênero, é uma filosofia de game design
Metroidvania é o verdadeiro equilíbrio de desafio, liberdade e recompensa por nossas ações, e proporciona o sentimento de redescoberta por encontrarmos diversos pontos cegos no mapa. Conseguimos permanecer focados na história por longas horas, o que é muito difícil de acontecer quando o jogo segue uma linearidade repetitiva ou não possui um enredo envolvente.
Para ter uma jogabilidade refinada, esse é o gênero de jogo que deve fazer parte da sua rotina. Recomendamos que avalie os principais games de metroidvania disponíveis no Steam ou na loja do seu console favorito, pois existem títulos incríveis, com ótima imersividade e que merecem ser conhecidos pela qualidade que possuem.
Fique por dentro das novidades do mundo dos games ao acompanhar o JogosZ, que apresenta conteúdos sobre curiosidades, notícias, sugestões, dicas e recomendações constantemente. Siga-nos também em nosso canal do YouTube e se surpreenda com informações incríveis sobre os seus jogos favoritos!


Uma resposta