Jogos de roguelike são games de RPG compostos por mapas que surgem aleatoriamente e possuem morte permanente do protagonista. São títulos desafiadores, pois, se um erro for cometido, é suficiente para perder a partida e ter que voltar do início para explorar novamente os locais e coletar itens diferentes.
Há diversos jogos de roguelike muito bons, mas existem alguns que são os melhores, como The Binding of Isaac e Hades. Estes games conquistaram milhões de apaixonados pelo estilo roguelike; e mesmo que passem muita raiva na frente do console ou computador, ainda continuam nas partidas porque têm um forte apego às histórias e aos personagens.
Entenda o que são jogos de roguelike
Roguelike é um gênero de jogo voltado ao RPG, que tem como características o aparecimento de mapas aleatórios que surgem gradualmente no game. A morte permanente do protagonista e os combates com base em turnos são aspectos que fazem parte dos jogos de roguelike, e são fatores que também atraem muito os gamers, fora as narrativas impecáveis e os inúmeros desafios.
A origem do termo jogos de roguelike: do jogo Rogue à febre indie moderna
Os jogos de roguelike são “familiares” distantes do game Rogue lançado na década de 1980, o gênero teve como inspiração os modelos de gráficos sprites e o ASCII. Como esse tipo de jogo segue especificamente os turnos, ele envolve muita fantasia e é conhecido por possuir um estilo clássico ou berlin.
Com a modernidade, outro tipo de rogue chegou, o famoso roguelite, um estilo que possui progressão entre cada partida e permite que continuemos de um determinado ponto. A morte não é 100% permanente, o que foge mais do clássico, mas não significa que não possua diversão. Pelo contrário, os games desse tipo são agradáveis e ainda nos possibilitam melhorar a nossa performance.
Naturalmente, jogos de roguelike possui morte permanente, tem uma jogabilidade que se baseia mais em turnos e conta com os gráficos no estilo ASCII ou preferencialmente em sprites. Conforme prosseguimos pelo game, as masmorras são geradas e, juntas delas, surgem salas do tesouro, inimigos e armas melhores.
Em Dead Cells, por exemplo, não temos a obrigação de nos desfazermos de nossa arma, já que podemos fazer melhorias nas trocas de mapas. Fica a nosso critério se vale ou não a pena modificar a foice da Morte (DLC Castlevania) para o chicote Vampire Killer dos Belmonts – lembrando que a primeira opção é mais forte e ainda faz as almas dos inimigos golpearem outros monstros próximos.
Elementos essenciais dos jogos de roguelike
Os jogos de roguelike possuem elementos fundamentais, que incluem a morte permanente do nosso personagem e o retorno ao começo da fase para prosseguirmos aos novos desafios. Como se trata de um gênero mais desafiador, precisamos ter muita paciência quanto às derrotas porque, como perdemos tudo o que coletamos de itens, temos que montar novas builds e nos adaptarmos às armas e poderes. Veja outros aspectos do game:
- Morte permanente (permadeath);
- Mapas gerados proceduralmente;
- Progressão baseada em tentativa e erro;
- Combate por turnos;
- Movimentação via grade;
- Profundidade nos games;
- Os jogos costumam ser mais complexos;
- Alta exploração e descoberta de informações interessantes sobre a história;
- Desbloqueio de itens que podem ajudar o personagem a ficar mais forte.
Pode acontecer de os jogos de roguelike fornecerem uma garrafinha que restaura a saúde para mais da metade, o que é extremamente importante para não ser interrompido na aventura por uma morte. A depender do seu tipo de arma, as poções não vão ser usadas com tanta frequência, principalmente conforme você memoriza os padrões dos inimigos.
Desbloquear itens nos jogos de roguelike é quase como um evento, já que precisamos guardar o ouro ou outro item de troca para selecionarmos skills melhores, armas mais fortes e trajes com boa defesa. Para ter mais sucesso nas escolhas, é indispensável avaliarmos o nosso estilo de build, se beira para a proteção, tática e estratégia ou pura força e poder, para usarmos os objetos corretos e conseguirmos prosseguir na história.
Não adianta nada usar diversos itens diferentes e que não se complementam, pois vão fazer o personagem ficar muito frágil ao ponto de receber dois hits e morrer. Portanto, recomendamos que teste as combinações até encontrar a que mais te agrada para poder avançar em todos os mapas e enfrentar os inimigos mais poderosos com menos dificuldades.
Qual a diferença dos jogos de roguelike para roguevania?
O roguevania é a mistura das características do metroidvania, que não possui linearidade, mas conta com a interconexão dos mapas para possibilitar ao usuário total exploração de cada local e ainda desbloquear pontos inacessíveis. Conforme progredimos pelo game, encontramos itens e obtemos novas habilidades que nos deixam mais fortes e preparados para lidarmos com novos inimigos.
Neste caso, os mapas ainda são gerados aleatoriamente, as mortes permanentes continuam, bem como o alto nível de dificuldade e a força dos monstros. Um aspecto que gostamos muito, novamente em Dead Cells, é do famoso wall jump, o salto na parede que Samus, protagonista de Super Metroid, utiliza para chegar a pontos mais difíceis do mapa, e que o Decapitado faz uso constantemente. Confira quais são os roguevanias:
- GetsuFumaDen: Undying Moon: é um game indie, do tipo roguelike, que combina o gênero com o hack-and-slash para tornar o desafio ainda maior;
- Jad: precisamos saltar e escapar de serras mortalmente perigosas, trabalhar com quebra-cabeças e lidar com níveis mais difíceis a cada progresso;
- Dead Cells: um dos mais famosos, esse é um game perfeito para jogar por horas. O Decapitado é nosso protagonista que vai lidar com criaturas estranhas e tentar acabar com o Rei.
De longe, Dead Cells é um dos jogos de roguelike mais desafiadores dessa lista, justamente por trabalhar muito bem com os elementos do gênero, como a morte permanente e a aleatoriedade dos mapas. Somos livres para escolher o bioma para jogar, o que pode facilitar ou dificultar a nossa gameplay. Geralmente, sempre fica pior para o nosso lado, porque os inimigos são mais fortes.
Por que jogos de roguelike fazem tanto sucesso?
Jogos de roguelike fazem sucesso por conta do desafio, aprendizado contínuo e a rejogabilidade praticamente infinita. Você pode permanecer horas na frente do PC ou console no mesmo game e nem perceber, justamente porque os desafios são interessantes e o fato de poder coletar itens para chegar a novas partes os torna mais atraentes, o que causa o desejo de continuar mesmo com tantas dificuldades.
Desafio justo e aprendizado constante
Basicamente, nos jogos de roguelike, fracassamos quase que o tempo inteiro no início porque ainda não memorizamos todos os atalhos e formas de combate. O apelo para derrotas é muito forte, mas não significa que precisamos desistir nas 3 primeiras tentativas, o ideal é continuarmos mesmo com todas as dificuldades impostas pelo game.
Se quisermos descobrir toda a história do jogo, temos que atravessar os mapas, eliminar monstros menores e enfrentar os chefes mais fortes. Há muitas narrativas repletas de segredos, estas que vão ser reveladas somente com o encontro de anotações, páginas de diários ou cartas deixadas em determinados pontos do cenário, assim como vemos em Dead Cells:

No decorrer das nossas aventuras, conseguimos desenvolver habilidades melhores e mais fortes, o que contribui para prosseguirmos nas áreas mais difíceis. Para evitarmos derrotas indesejadas, o mais adequado é verificarmos as skills disponíveis, lermos os diferenciais delas e observar de que maneira elas podem nos ajudar até chegar a outro ponto do mapa.
Saiba que aprender com os próprios erros é também um dos motivos para os jogadores gostarem tanto dos games de roguelike. Isso por ser possível entender onde errou e procurar melhorar, usar novos itens, atacar ou desviar de inimigos que deram dores de cabeça nas partidas anteriores.
Satisfação de superar obstáculos
Diversos jogadores gostam da sensação de passar por obstáculos quase impossíveis, e é justamente esse aspecto que os jogos de roguelike proporcionam. Além de ser um enorme desafio às habilidades de cada pessoa, também contribuem para maior observação do cenário e desenvolvimento de estratégias para conseguirmos prosseguir sem morrer novamente.
O fato de o personagem morrer permanentemente, no começo, assusta quem nunca teve nenhuma experiência com os jogos de roguelike. No entanto, conforme se avança pelos cenários, a compreensão das mecânicas contribui para chegar a novos cenários e ainda manter o protagonista vivo e com poucos arranhões.
Rejogabilidade quase infinita
É possível rejogar os jogos de roguelike quase que de maneira infinita, pois quando somos derrotados, uma nova partida inicia e temos a possibilidade de definir o que queremos fazer. Podemos testar novas estratégias, trabalhar com itens diferentes e utilizar combinações completamente únicas para vermos se realmente pode dar algum resultado positivo.
Nos jogos de roguelike, há diversas builds e itens que podem ser personalizados para fazerem parte de nosso arsenal. Se queremos armas mais fortes, devemos verificar quais habilidades correspondem a esse tipo de necessidade para, dessa forma, selecionarmos a skill compatível.
Gera mais confiança e estimula a mente a pensar
Os jogos de roguelike nos geram mais segurança porque, quando perdemos, voltamos do zero e temos que prosseguir o mesmo caminho para atingirmos o sucesso. Conforme adquirimos experiência com o personagem, o estilo de luta dele, as armas e as habilidades, nos sentimos mais confiantes de prosseguirmos por todo o cenário, mesmo que existam muitos oponentes fortes pela frente.
Por conta do sentimento de confiança, a nossa mente trabalha com mais eficiência, o que nos leva a pensar em estratégias diferentes, uso de caminhos aleatórios e fuga em situações perigosas. Não precisamos enfrentar todos os monstros que surjam em nossa frente, como em Dead Cells, pois ele fornece o sistema de pergaminhos que ajudam a elevar o HP, ao contrário dos beat ‘em ups.
Histórias inovadoras
As histórias dos jogos de roguelike são inovadoras e abordam temas muito interessantes, como a contaminação das pessoas com a peste negra, a mitologia grega ou os efeitos negativos da religião como única fonte de pensamento. Há temas para todos os gostos, o que faz do gênero um dos mais diversos da atualidade; tanto por inovar quanto por trabalhar com referências à realidade e implementar leves críticas sociais.
Destaques entre os melhores jogos de roguelike da atualidade
Hoje em dia, existem diversos jogos de roguelike que são grandes destaques e considerados os melhores pelos players. Não é à toa, já que os games são desafiadores, possuem uma história incrível, ótima narrativa, excelentes mecânicas e lores secretas em lugares esquisitos.
Hades – narrativa e combate fluido em um só pacote
Com mitologia grega e uma incrível narrativa, Hades é um dos jogos de roguelike que nos proporcionam combates fluidos, progressos persistentes por meio de runs e desafios à altura. A história é um dos pontos que mais nos chama atenção, principalmente por conta da personalidade decidida do protagonista, o qual decide fugir do reino de seu pai, no submundo, para encontrar uma pessoa.
Zagreus, filho de Hades, quer sair de onde vive e, para isto, receberá ajuda de sua mãe Nyx, alguns habitantes que vivem no submundo e pelos Deuses do Olimpo. O pai do protagonista diz quase o tempo inteiro que a fuga para outro lugar é praticamente impossível, além de o atrapalhar constantemente para evitar que o seu filho obtenha êxito em sua missão.
Quando Zagreus morre, ele acorda na casa de seu pai e recomeça a fuga para descobrir quem é a sua mãe biológica, Perséfone. Ele nunca pôde conhecê-la porque Hades proíbe que qualquer indivíduo mencione o nome da mulher no palácio, e aquele que o desobedecer, será duramente punido – claro que ninguém vai querer contar nada ao protagonista depois dessa ameaça.
Em determinado momento, Zagreus consegue fugir e encontra finalmente a sua mãe, mas descobre que não pode permanecer muito tempo fora do submundo porque morreria. Ainda assim, ele insiste para a mulher retornar e é neste diálogo que ela explica a razão para ter fugido: no momento em que o seu filho nasceu, ele estava morto, por conta do decreto feito pelas Parcas, que disseram que Hades nunca teria um herdeiro.
Por conta do luto e de toda a dor que sentia ao perder o primogênito, Perséfone fugiu para a Grécia, local este em que vive sozinha e longe dos Deuses do Olimpo para não se meter nas confusões deles. No entanto, o protagonista pede para sua mãe que volte para casa, ao convencê-la sobre a importância dos laços familiares – e, curiosamente, obtém sucesso em sua jornada.
Dead Cells – ação frenética com alma de roguelike indie
Dead Cells é um dos jogos de roguelike marcados pelo rápido combate em 2D, com diversos arsenais disponíveis e uma lore escondida sob ambientes nada agradáveis. Logo no começo do jogo, conhecemos o protagonista, o Decapitado, um homúnculo que pode usar diversos tipos de corpos, sejam de homens ou mulheres, para atravessar os biomas da ilha e encontrar o Rei.
A história se baseia nos estragos deixados pela peste negra na Idade Média, período em que a Europa passou por momentos sombrios. O diferencial é que a doença assolou a ilha em que o jogo se passa e todos os moradores contaminados, ao invés de morrerem, se transformaram em criaturas agressivas e muito perigosas.
Conforme avançamos por cada um dos mapas, descobrimos mais sobre as decisões do Rei e o quão cruel ele foi. Existem notas espalhadas pelos mapas, como uma que diz o seguinte: “Os métodos do Rei não estão nos levando a lugar nenhum e a situação está cada vez pior. Temos que mudar para um método mais passivo rapidamente! Falei com o alquimi…”, e o resto do texto é cortado na sequência. Veja:

Durante a nossa aventura, descobrimos que a peste pode ter se originado da seiva contaminada no Santuário Adormecido. E, sob este lugar, a Aldeia de Paláfitas foi construída, o que pode ter contribuído diretamente para os pescadores terem pegado peixes envenenados e “morrerem” após o consumo.
Os mapas possuem monstros muito agressivos e, por isso, é fundamental coletarmos os pergaminhos para fortalecermos o Decapitado. A troca de armas ou o fortalecimento delas é fundamental para conseguirmos eliminar as criaturas com poucos golpes e de maneira rápida, pois quanto mais tempo eles sobreviverem, maiores são as chances de causar muitos danos, e até de nos derrotar.
Slay the Spire – roguelike de cartas com estratégia profunda
Este é um dos jogos de roguelike de construção de deck em que, a cada turno, precisamos selecionar um dos personagens disponíveis para definir a quantidade de pontos de vida, relíquia e ouro. Um baralho formado por cartas básicas, como ataque e defesa, nos é fornecido para trabalharmos com diferentes níveis de uma mesma torre.
O deck building tem uma dificuldade crescente conforme evoluímos em cada partida, enquanto o sistema das relíquias em conjunto com as sinergias possui alto nível de complexidade. É um game perfeito para pessoas que gostam de desenvolver estratégias, de analisar a problemática e procurar uma solução rápida para poder vencer a partida com excelência.
The Binding of Isaac – pioneiro moderno do gênero
The Bind of Isaac é um dos jogos de roguelike que possui um estilo cartunesco que beira ao grotesco e ainda nos traz diversas referências bíblicas, como o fato de Abraão quase matar o filho, Isaque, como um pedido de Deus para demonstrar sua fé. O mesmo ocorre no game, mas com a diferença de que quem ouve os sussurros divinos é a mãe do protagonista, que, decidida a acabar com a vida da criança, pega uma faca e a persegue pela casa.

Para sobreviver a essa indesejada ameaça, Isaac se esconde em seu quarto para não ser pego. Durante a nossa gameplay, conseguimos ver facilmente que ele chora e demonstra sentir medo porque não sabe exatamente o que vai acontecer, caso a sua “adorada” mãe o capture.
É muito perceptível também que os monstros fazem uma alusão direta para o protagonista, já que eles são muito parecidos com o Isaac. Então, talvez na mente infantil, ele acredite que se eliminar os seus pontos negativos, a sua mãe o veja com bons olhos e desista de tentar matá-lo a troco de nada.
Um aspecto que gostamos muito desse jogo é o fato de possuir mais de 10 finais que vão narrar o que pode ter acontecido ao pequeno Isaac. Conforme prosseguimos pelo jogo, conseguimos desbloquear cada uma dessas cenas e poderemos acompanhar os fins trágicos do personagem.
Esta é uma curiosidade muito interessante e que merece ser mencionada: o criador, Edmund McMillen, quis mostrar os seus sentimentos a respeito da religião, principalmente por crescer em uma família fortemente católica. Por mais que ele acreditasse que o nome do game fosse ser muito arriscado, ele continuou com a mesma ideia e lançou o game – que se tornou um forte sucesso, e é um dos mais amados até hoje.
SIFU – o desejo pela vingança e o envelhecimento a cada morte
SIFU é outro grande exemplo dos jogos de roguelike e começa quando, durante uma noite muito chuvosa, Yang, acompanhado de um grupo de lutadores marciais, como Fajar, Sean, Kuroki e Jinfeng, vai até uma escola de artes marciais para destruir o lugar. A intenção era a de matar o antigo mestre, sifu, e quando conseguem encontrá-lo, o primeiro inimigo o atinge no peito e o faz ter um ataque cardíaco.
Antes do grupo fugir, Yang descobre que o seu mestre tinha um filho que estava escondido nas redondezas, então, pede que Fajar corte a garganta do menino. Depois desse acontecimento, o nosso protagonista desperta e nota que o seu pescoço não possui nenhum ferimento e logo associa isso ao talismã ancestral que segurava durante o ataque.
Para poder se vingar, o nosso personagem começa a treinar incansavelmente pelos próximos 8 anos em um local isolado, além de obter informações valiosas dos criminosos. No momento em que vira um adulto, ele está mais do que pronto para ir atrás das pessoas que tiraram a vida de seu pai, as quais são:
- Fajar: o homem trabalha para traficantes de drogas. Ele também pode manipular as plantas;
- Sean: ele cuida da escola de artes marciais que abriu, além de manter um clube de luta ilegal. Como poder, possui a pirocinese;
- Jinfeng: virou uma empresária corrupta, que usa de sinos sobrenaturais para lutar;
- Kuroki: cuida de uma galeria de arte, mas por trás dessa fachada, atua no crime organizado.
Esse é um dos jogos de roguelike que possui finais diferentes e que vão variar a depender de nossas ações, logo, se matarmos qualquer um de nossos inimigos, seremos enviados de volta no tempo por conta do talismã. Caso as pessoas sejam poupadas, a luta contra Yang acontece no cemitério, mas no mundo real e, se esse vilão for poupado, um ending completamente inesperado é apresentado.
Roguelikes indie que merecem atenção
Há outros jogos de roguelike indies que merecem igual atenção porque são ótimos, contam com temáticas excelentes e são tão desafiadores quanto os mais famosos. Se você gosta de jogos com uma pegada parecida, preparamos uma lista com os principais para conhecer e se aventurar por narrativas especiais, mas no estilo indie – confira:
- Risk of Rain 2: este é um jogo de tiro, mas em terceira pessoa, feito pela Hopoo Games. Controlamos um sobrevivente que ficou preso em um planeta alienígena e para não morrer, é necessário passar por diversos lugares e derrotar inimigos para concluir a missão;
- Enter the Gungeon: com a perspectiva top-down, o jogo nos permite controlar o Soldado, Convicta, Caçadora, o Piloto e Soldado para explorarmos o Gungeon;
- Noita: o game é composto por biomas com diversos monstros, mas também repleto de varinhas, itens e muitas magias. A principal diferença é por usar da física ao seu favor, como a madeira que pode pegar fogo e causar uma fumaça que vai sufocar o nosso personagem;
- Spelunky 2: a intenção do game é a de nos fazer explorar diversos túneis para pegarmos tesouros, ao mesmo tempo, que escapamos de armadilhas e fugimos de monstros.
Todos os jogos de roguelike são recomendados para jogadores que gostam de desafios e estão prontos para colocar em prática as habilidades que possuem. Caso não conheça os títulos, sugerimos que escolha o que mais te conquistou e comece a jogar para descobrir histórias únicas e mecânicas complexas.
Como começar a jogar os jogos de roguelike sem se frustrar?
Comece os jogos de roguelike com calma, analise as mecânicas do jogo, verifique quais as habilidades disponíveis e como podem ser usadas para fortalecer o personagem. Teste, diversifique as builds, assista a outras gameplays e avalie também o seu estilo de jogador para decidir o game ideal. Veja outras dicas que podem te auxiliar:
- Verifique o tipo de roguelike que chama sua atenção, seja pela história ou pelo nível de dificuldade. Se prezar pela narrativa, sugerimos que comece por Dead Cells e The Binding of Isaac;
- É preciso ter ciência de que morrer no jogo faz parte de um processo de aprendizado. Você não conhece o game, não sabe que tipos de monstros existem e nem como aplicam danos. Tenha paciência em seu começo;
- Não jogue com pressa – lembre-se de que ela é a inimiga da perfeição. Prefira explorar, ver todas as salas e descobrir os segredos do jogo;
- Tente montar uma build equilibrada para dar dano e elevar a defesa. Conforme ocorre a progressão gradual de mapa, os monstros ficam muito fortes;
- Teste combinações de armas e procure mantê-las equilibradas;
- Assista às gameplays para entender as builds usadas por outros players e analisar como funcionam;
- Não se frustre ao perder, pois no começo, as mortes vão ser quase constantes;
- Os chefes de cada nível são muito rápidos e fortes, o que vai exigir mais calma para os vencer. Eles possuem padrões, o que pode te ajudar durante a sua play;
- Conheça os inimigos de cada mapa para poder prever os ataques deles e se preparar para desviar e fugir;
- Nunca desanime, pois o roguelike é um tipo de jogo naturalmente mais difícil – você só precisa de tempo para treinar.
Sabemos que os jogos de roguelike são complexos e os níveis de desafios vão mudar, conforme o game selecionado. Caso queira testar alguns títulos, prefira os que sugerimos, porque, apesar de serem difíceis, fornecem excelentes mecânicas e orientações no início para ajudar na aventura. Também dependerá de você analisar os itens e fazer combinações que fortaleçam o personagem para conseguir enfrentar todo tipo de inimigo.
Para acompanhar as novidades sobre o mundo dos games, continue com o JogosZ e descubra quais títulos vão ser lançados nos próximos meses. Surpreenda-se com os principais nomes e se prepare para conhecer as respectivas histórias e saber se vale ou não a pena comprar!

