A cronologia Doom é crucial para entender a história dessa franquia como um todo. É claro que muitos fãs da saga se preocupam muito mais em simplesmente destruir demônios com as armas mais legais já inventadas para um jogo eletrônico. Contudo, por trás de toda ação desenfreada e tiroteio frenético, há uma história muito interessante.
Doom é uma franquia com uma mitologia rica e um personagem marcante. O seu protagonista é o Doom Guy ou Doom Slayer. Cada jogo, pelo menos a maioria, é um novo capítulo de sua história e uma etapa importante do seu desenvolvimento. Para se preparar para o novo game, Doom: The Dark Ages, que será lançado em 2025, nada melhor do que recapitular a cronologia da saga.
Doom 3
Doom 3 (2004) é um jogo marcante para a franquia, tanto pelos modelos 3D – vale mencionar que o “3D” utilizado nos primeiros dois títulos eram, na verdade, sprites 2D que simulavam um movimento 3D – quanto por trazer uma abordagem totalmente nova para o jogo, numa narrativa mais pesada e pessoal.

Este é o primeiro e praticamente único game da cronologia doom que fornece uma atmosfera de terror. Até mesmo pelas possibilidades dos modelos mais realistas e provavelmente inspirado em outros games da época como Silent Hill e Resident Evil, ambos lançados há menos de 5 anos antes de Doom 3.
É importante começarmos por esse jogo da cronologia Doom, pois ele não contabiliza para a trama principal, e nem conta com Doom Guy no game. A sua história pode ser interpretada como uma prequela, ou até como um século após os eventos de Doom I e Doom II. No game, conhecemos uma equipe que é enviada em uma missão de exploração e resgate em uma base em Marte, sem ter ciência das ameaças demoníacas do planeta.
Doom
A cronologia Doom começa, de fato, no primeiro game de 1993. Aqui conhecemos o personagem mais importante da saga, Doom Guy, um soldado que está atualmente sendo punido a limpar privadas no complexo militar na lua de Marte, após se desentender e agredir um superior militar.
No fatídico dia de seu castigo, o complexo militar testa a sua nova tecnologia de teleporte, que acaba por trazer os demônios do inferno até toda a base. Esses seres infernais pegaram todos de surpresa dentro do complexo a ponto de matarem todos, e sobra apenas o nosso herói Doom Guy para derrotá-los.
Os demônios prendem Doom Guy no inferno, mas o herói ainda supera todos os desafios, aniquila os principais lordes do mal e consegue fugir do plano infernal – não sem um grande trauma, já que os demônios mataram sua coelha de estimação chamada Daisy. Este jogo foi um marco na história dos videogames devido à sua jogabilidade em 3D, ação frenética e considerável brutalidade. Não à toa, deu origem a um dos clássicos dos videogames.
Doom II
Doom II (1994) é sequência direta do primeiro game, onde nosso soldado amargurado vai embora da base da lua de Marte para casa, mas percebe que suas ações chamaram atenção e causaram rancor nas criaturas diabólicas que invadiram sua cidade natal. Ao saber de sua cidade atacada, Doom Guy deliberadamente volta para o inferno.
O nosso herói entra no inferno e agora tem uma missão ainda mais importante: matar todas as criaturas antes de sair novamente dos planos inferiores. Depois de uma árdua batalha contra hordas e mais hordas de monstros, Doom Guy chega até o ‘Ícone do Pecado’, uma criatura poderosa e gigantesca, que aparentemente é o que resultou nos portais abertos para a Terra.
Doom Guy também o aniquila e consegue sua vingança e mais uma vez salva a Terra. Em termos de jogabilidade, Doom II não faz nada muito diferente de Doom clássico. No entanto, há muito mérito dos desenvolvedores em conseguir aprimorar todos os aspectos positivos do primeiro game da franquia. O jogo foi novamente um sucesso e se estabeleceu de uma vez por toda a cronologia Doom na indústria.
Doom 64
No Nintendo 64, console da 5ª geração, a saga deu as caras com o título Doom 64 (1997). Doom Guy, depois de todos os eventos que passou no primeiro e segundo título da franquia, torna-se completamente perturbado pelos traumas de suas lutas contra demônios. Com pesadelos e sintomas de estresse pós-traumático, o soldado é mais uma vez chamado, dando assim a continuidade desejada para a cronologia doom.
Uma base espacial da humanidade é novamente atacada pelas forças dos demônios. Essas forças se congregam em torno de um novo inimigo chamado de Mãe de Todos os Demônios. Ao chegar lá, o Doom Guy percebe que terá que entrar novamente no inferno e aceita de bom grado essa nova missão.
Em Doom 64, visitamos um novo plano do inferno, mas ainda assim o protagonista dá cabo de todas as criaturas malignas do plano e, no final da jornada, derrota finalmente a ‘Mãe de Todos os Demônios’. No final da jornada, o protagonista prefere continuar no inferno e se recusa a voltar para a Terra. Lá, ele continua perpetuamente a sua missão de aniquilação das criaturas infernais, o que nos leva para o próximo passo da cronologia Doom.
Doom: The Dark Ages
O mais novo game da cronologia doom, o game Doom: The Dark Ages, foi lançado oficialmente em 15 de maio de 2025. Este título marca um momento histórico para a id Software, alcançando 3 milhões de jogadores em sua primeira semana, sete vezes mais rápido que Doom Eternal, tornando-se o maior lançamento da história do estúdio, marco importante para a cronologia doom.

Um elemento que ajuda nessa inovação é a introdução do poderoso Serraescudo, usado para se defender e também contra-atacar. Além das armas tradicionais como a Super Shotgun que retornam da cronologia doom clássica, o Doomslayer também terá outros novos armamentos, como um mangual (uma bola de espinhos com corrente) para ataques corpo a corpo e a Skull Crusher, que tritura crânios de inimigos e os transformam em projéteis.
O gameplay é mais lento que Doom Eternal e foi comparado ao Doom original, com a maioria dos combates acontecendo no chão. O jogador pode pilotar um dragão e controlar Atlans. Foi declarado que a campanha será maior que qualquer entrada anterior. A campanha é dividida em 22 níveis, cada um dos quais é aberto (no sentido de que os jogadores podem abordar os objetivos na ordem que desejarem).
DOOM: The Dark Ages representa o título mais ambicioso da id Software e de toda a cronologia doom até agora, estabelecendo novos padrões em fidelidade visual e performance com o poder do idTech8. Aproveitando totalmente o hardware moderno em todas as plataformas, o idTech8 inaugura uma nova era de performance de gameplay e fidelidade visual.
Como novidade controversa, o jogo estipula que uma placa gráfica capaz de ray tracing é necessária para todos os níveis de jogo. Sim, um FPS clássico orientado para performance como Doom agora força o ray tracing.
Requisitos Mínimos (1080p/60 FPS – Configurações Baixas)
- Sistema Operacional: Windows 10 64-bit ou Windows 11 64-bit;
- Processador: AMD Zen 2 ou Intel de 10ª Geração @3.2GHz com 8 núcleos/16 threads ou melhor (AMD Ryzen 7 3700X ou Intel Core i7 10700K);
- Memória: 16 GB de RAM;
- Placa de vídeo: NVIDIA ou AMD com ray tracing e 8GB VRAM dedicada (NVIDIA RTX 2060 SUPER ou AMD RX 6600);
- Armazenamento: 100 GB de SSD (recomendado 512GB).
Requisitos Recomendados (1440p/60 FPS – Configurações Médias)
- Processador: AMD Zen 3 ou Intel de 12ª Geração @3.2GHz com 8 núcleos/16 threads (AMD Ryzen 7 5700X ou Intel Core i7 12700K)
- Placa de vídeo: NVIDIA ou AMD com ray tracing e 10GB VRAM dedicada (NVIDIA RTX 3080 ou AMD RX 6800)
Por fim, os Requisitos Ultra (4K)são Placa de vídeo: NVIDIA ou AMD com ray tracing e 16GB VRAM dedicada (NVIDIA RTX 4080 ou AMD RX 7900XT).
Doom (2016)
Doom 2016 foi mais um marco na história da franquia, que agora retornava com gráficos ultrarrealistas e com muito mais recursos para reforçar a qualidade da cronologia doom. Após passar alguns anos no inferno, Doom Guy é capturado por uma raça chamada Cavaleiros de Argenta, e é mandado para um Coliseu para servir como entretenimento.
Por passar em todos os testes do Coliseu, o Doom Guy se torna o primeiro forasteiro a alcançar o posto de Sentinela. Agora, como participante ativo da sociedade dos Cavaleiros de Argenta, o Doom Guy tenta alertar seu novo lar sobre a ameaça dos demônios. Tal alerta só serve para criar um fascínio e fanatismo na líder daquele povo, Khan Maykr, que faz um pacto com os demônios e passa a escravizar e corromper seus próprios cavaleiros.
Um outro Maykr aliado decide dar mais poder para que Doom Guy possa enfrentar esse novo mal e destruir os novos planos e o império dos demônios. Este poder consiste em transformar nosso protagonista em Doom Slayer, uma versão aprimorada do protagonista. Mesmo mais forte, Doom Slayer é capturado e posto em hibernação, para só mais tarde ser acordado pelos humanos e juntos enfrentarem novamente os demônios.
Doom Eternal
No fim de Doom 2016, Slayer é traído pelos próprios humanos que sempre protegeu. O nosso herói sobrevive e volta para a Terra, apenas para encontrá-la dominada pelos demônios. Alguns remanescentes que, inclusive, auxiliaram no golpe de Khan Maykr, agora se veem arrependidos e pedem auxílio para Doom Slayer.

O protagonista aceita e descobre na Terra que seu antigo inimigo, ‘Ícone do Pecado’, segue vivo, em uma nova e mais forte versão. Após identificar uma nova forma de destruir o super demônio, Doom Slayer enfrenta cara a cara o seu arquirrival e o derrota, tendo agora a certeza de ter destruído todos os demônios existentes, o que dá um fim para a cronologia Doom – pelo menos por enquanto!
Esta é a história de todos os games dessa franquia, que hoje é um dos jogos de ação mais amados pelos fãs! Doom é, sem sombra de dúvidas, um dos games de tiro e FPS mais importantes de todos os tempos. Se você também ama a cronologia Doom, nos diga nos comentários! Fale se está ansioso pelo novo jogo da franquia e navegue por outros artigos do Jogosz.


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